Os EUA impulsionaram o proibicionismo global no século XX e ainda hoje se batem nas Nações Unidas por mais repressão e menos tolerância para os consumidores de drogas. Ironia da história: entre os primeiros a vencer o proibicionismo estão os cidadãos norte-americanos do Colorado, onde a venda de canábis para uso recreativo é legal desde o início do ano.
Ao classificar de "importantes" as novas leis que permitem à população do Colorado e Washington comprar canábis em lojas, Obama antecipou o enterro da fracassada "guerra às drogas" ou estará só a ajudar o seu partido nas próximas eleições?
A Conferência de Varsóvia sobre Alterações Climáticas ficará na história não apenas pelo recuo no combate às alterações climáticas, mas também por ter estendido a passadeira vermelha para os lóbis das indústrias poluentes.
Poucos dias depois de ter pedido à Alemanha que se juntasse aos EUA para bombardear Damasco, o líder dos Verdes europeus resolveu lançar outro movimento federalista. Mas a versão ibérica da carta saiu diferente da publicada em Bruxelas.
A revelação da presença de um dirigente do CDS na direção do banco que propôs aldrabar o défice em 2005 e 2006 e fazer-nos pagar juros milionários por 30 anos levanta uma questão interessante: como é que estas pessoas acabaram quase todas a trabalhar para o Governo de Passos Coelho e Paulo Portas?
Na semana em que passam dois anos da assinatura do memorando da troika, Cavaco invocou Fátima para reafirmar a sua fé nos mercados. Na próxima semana, os protestos viram-se para Belém.
A investigação de um consórcio internacional de jornalistas mostrou ao mundo como a alta finança tem roubado as receitas fiscais a boa parte do planeta.
"Temos dignidade e honra. Foi o povo que nos confiou o poder e hoje devolvemo-lo", afirmou ontem o primeiro-ministro búlgaro, na hora da demissão de um Governo contestado nas ruas por causa do aumento brutal do preço da eletricidade e da corrupção.
Passos quer empobrecer o país mais depressa e sem olhar ao resultado da catástrofe social. Garante isenções fiscais de dezenas de milhões de euros aos grandes grupos económicos e abre-lhes novos mercados à custa dos serviços públicos.