Como todos os tabus com que não temos estômago para lidar coletivamente, o racismo institucional não é público o suficiente para que seja assumido como problema social. Mas existe.
Há cem anos que as principais fortunas do país sobrevivem à custa do privilégio e da proteção do Estado. O livre mercado é o melhor discurso, mas só na altura de privatizar.
Olhemos pelo ângulo que olhemos, o sucesso de Corbyn baseia-se num discurso antielites e de justiça social que atrai os mais jovens porque não lhes atira areia para os olhos: o mercado falhou-lhes.
Por mais extraordinárias que sejam as histórias, nunca conseguirei dissociar o seu protagonista, Alípio-mito, Alípio-herói, do homem que fazia feijoadas na rua de Beja.
Europa de Merkel não traz oportunidades, arrasta perigos. Quando o mundo está numa escalada armamentista e os conflitos se agudizam, a Europa alemã cheira a exército europeu. A Europa alemã soa a austeridade.
Grande novidade, Michel Temer é um bandido. Enquanto Dilma continua a ser a única sem acusações, ele e outros golpistas foram acusados de corrupção, organização criminosa e obstrução à justiça por tentarem impedir a Operação Lava Jato.
É um erro achar que uma sociedade democrática pode conviver pacificamente com tão elevados riscos de exclusão social, económica e política a que está sujeita uma cada vez maior fatia da população.