João Teixeira Lopes

João Teixeira Lopes

Sociólogo, professor universitário. Doutorado em Sociologia da Cultura e da Educação, coordena, desde maio de 2020, o Instituto de Sociologia da Universidade do Porto.

Se a Europa recusar (como tudo indica) a reestruturação da dívida, então devemos ter a coragem de nos prepararmos técnica e politicamente para a saída do Euro.

Projeta como ambição irrealista reestruturar a dívida e lança-se nos braços de Costa no objetivo vago (e inconsequente, sem a afetação imprescindível de recursos que só se obtêm com a renegociação) “de defender o estado social, sustentar a economia e criar emprego”.

Ao que parece, o “modelo” dos economistas (liberais) que fizeram o documento do PS gosta de números, mas não de todos.

O que diz este novo bobo da nossa provinciana corte? Entre outras coisas, insinua que há doutorados e pós-doutorados a mais.

Muito recentemente surgiram dois manifestos de apelo a convergências à esquerda. Um deles clama por uma explícita união de forças entre o BE e o PCP. Outro defende um diálogo entre PS, BE e PCP e Livre.

Cavaco não é um avozinho desajeitado. É um político ultra conservador, completamente colado à agenda agressiva do governo.

Um estudo da economista Cláudia Joaquim mostra bem o uso que a Direita faz do Estado. Inserido no Programa de Emergência Social (PES), o Governo aumentou consideravelmente a verba para refeições nas cantinas sociais, ao mesmo tempo que diminuiu as transferências sociais e os salários.

Defensor da reestruturação da dívida dos países periféricos, Beck manifestava-se contra a inevitabilidade do discurso económico hegemónico, argumentando que a modernidade, nas suas metamorfoses, tem vias plurais e alternativas.

Nestas últimas semanas, saltaram para a ribalta cousas espantosas sobre a democracia portuguesa.

Para os comentadores políticos, o debate entre António Costa e António José Seguro foi um petisco devorado à saciedade.