Isabel Pires

Isabel Pires

Dirigente do Bloco de Esquerda. Licenciada em Ciências Políticas e Relações Internacionais e mestranda em Ciências Políticas

O lema da presidência austríaca é “Uma Europa que protege”, um lema baseado na ideia de que a suposta crise de refugiados e de migração tem que ter uma resposta dura por parte da União Europeia.

Falta colocar este lema mais vezes em prática, porque reconhecer mais direitos a mercadorias do que à dignidade da vida das pessoas é um retrocesso civilizacional que ninguém pode aceitar.

Não é com a proliferação de alianças entre supostos sociais democratas e ultraconservadores que qualquer projeto político que tenha os povos em primeiro lugar pode ser pensado.

Queremos que Lisboa seja uma cidade aberta para quem é de cá, uma cidade que não expulsa os seus e, aí, o executivo camarário tem um papel essencial.

Não podemos deixar escapar uma linha de reposição de direitos e rendimentos em favor de mais militarização do espaço europeu.

A defesa da democracia é hoje o ponto essencial de todo o conflito na Catalunha.

O acordo de comércio e investimento entre a União Europeia e o Canadá está prestes a entrar num ponto sem retorno.

A Turquia está cada vez mais perto, e a União Europeia é, hoje, cúmplice de Erdogan nos ataques que faz à sua população e aos refugiados.

Há quem tenha muita confiança em maiorias absolutas, mas a história já provou ser um erro.

Recusamos que o futuro do mundo do trabalho seja na base da precariedade. Apresentação no parlamento do projeto do Bloco de Esquerda, que restringe o recurso ao trabalho temporário e combate o falso trabalho temporário.