Isabel Pires

Isabel Pires

Dirigente do Bloco de Esquerda. Licenciada em Ciências Políticas e Relações Internacionais e mestranda em Ciências Políticas

Em 2017, a Assembleia da República conseguiu avanços importantes no quadro legislativo para a prevenção da prática de assédio laboral. Mas, a realidade continua a provar que há práticas de assédio absolutamente inaceitáveis e que precisam de ter uma resposta.

Lisboa é a cidade que gastará até 35 milhões de euros (previsão até ao momento) num evento religioso, dos quais já mais de 6 milhões são para, apenas, um altar e a sua fundação de estrutura. Estes valores trazem para cima da mesa o debate sobre as prioridades do executivo da direita para a cidade.

É preciso aprofundar o debate sobre instrumentos estratégicos para a cidade e realizar ações para aumentar a permeabilidade de Lisboa, além de medidas de diminuição de emissões.

As declarações do Presidente da República de dia 17 de novembro no final do jogo de preparação da seleção nacional, são incompreensíveis e altamente condenáveis. Tratar com esta displicência e indiferença o ataque brutal a direitos humanos e a morte de milhares de pessoas é inaceitável.

Passado um ano de direita a governar, os retrocessos já são muito visíveis e qualquer avanço progressista, que responda à crise da habitação ou que combata as alterações climáticas através de políticas de mobilidade, parece cada vez mais longe.

Lisboa não pode continuar num rumo de inação e não ter infraestruturas adequadas à carga de resíduos que tem. E sim, essa responsabilidade é do executivo. Só podemos exigir que a cumpra, a bem da cidade e de quem cá mora, trabalha e visita.

Que se tenha a coragem de, finalmente, ouvir estes milhares de trabalhadores e trabalhar com eles e elas para garantir um futuro da TAP que sirva o país e a economia.

A recente proposta apresentada pelo Bloco para limitar o aumento das rendas em 2023 ao coeficiente que se aplicou em 2022 é de elementar justiça. Caso contrário, a inflação e a subida de rendas vai afetar todo o orçamento das famílias.

Por cá, seria importante perceber que posição tem o governo português, porque até agora ainda não se ouviu uma palavra de António Costa sobre o tema. A condenação da guerra e a obrigação de acolhimento e solidariedade tem que valer para todos e todas, qualquer que seja o país de onde venham.

A decisão, hoje, em cima da mesa é sobre a Lei 32/2008 e essa não tem a ver com as secretas. Sobre estas, aliás, o Bloco de Esquerda esteve contra a lei, levamo-la ao Tribunal Constitucional e foi declarada a sua inconstitucionalidade.