A divulgação dos químicos utilizados na fraturação hidráulica e das suas consequências a nível da saúde e do ambiente tem desencadeado uma forte contestação em diversos pontos do globo.
Na Educação como em outras áreas, o Governo opta pelo desinvestimento e faz tábua rasa da opinião dos autarcas, dos profissionais da Educação e das populações!
Quanto valerá o tempo das mulheres privadas do direito à maternidade, por serem obrigadas em diversas empresas a assinar o compromisso de não engravidarem durante cinco anos, para poderem trabalhar?!
O verdadeiro interioricídio em curso coloca na ordem do dia a necessidade de concretizar a Regionalização, por forma a promover um desenvolvimento justo e equilibrado do país.
Na esteira do exemplo das operárias têxteis que, há mais de um século, morreram na sequência da luta, cabe-nos a todas e todos nós pugnar para que sejam garantidos os direitos sociais, sexuais e reprodutivos das mulheres!
A violência física e psicológica de que se revestem estes rituais iniciáticos, pelo exercício reiterado de prepotência e de submissão, constituem de facto bullying.
A leitura enviesada que o Secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário fez do relatório do PISA e a notória incapacidade de dele tirar as devidas ilações demonstram que estamos perante um caso de iliteracia na área da Educação!
Nos últimos anos cresceu, exponencialmente, o número de vítimas de uma política europeia que promove a desigualdade dos seus cidadãos e fecha as fronteiras a quem, ainda, acredita no sonho europeu.
A instituição do cheque-ensino constitui mais um elemento da elaborada teia em que se pretende enredar a Escola Pública, ferindo-a de morte no seu fundamento – a prossecução de um ensino universal e de qualidade.
Nuno Crato não está preocupado com o futuro! Tal como Tamagnini, ministro de Salazar, vive obcecado com os cortes. Para quê investir nos recursos humanos da Educação, se o que importa é mostrar à troika que somos bons coveiros das nossas vidas!