Francisco Louçã

Francisco Louçã

Professor universitário. Ativista do Bloco de Esquerda.

Acerca de “Sem Crescimento não há Consolidação Orçamental”, de Emanuel dos Santos. O ponto mais forte do livro é a crítica à chantagem, que nos garantia que, sem o empréstimo da troika, não haveria dinheiro para pagar salários e pensões.

O pacote de propostas apresentado pela CGTP tem duas grandes componentes, que devem merecer a melhor atenção de quem sabe do perigo iminente do colapso orçamental.

Já vi de tudo, pensava eu. Mas ainda não tinha visto um orçamento como este.

A federação, o Estado Europeu centralizado com os países como regiões subordinadas, é e sempre foi o europeísmo de direita.

Esta semana foi marcada por dois debates: o primeiro debate foi com o primeiro-ministro, na véspera do Conselho Europeu, e tendo como ponto de partida as políticas europeias; o segundo debate foi sobre o futuro do SNS, por iniciativa do PCP. Por Francisco Louçã

Em qualquer dos casos, a esquerda será, com o Syriza, a grande vencedora.

Rui Tavares decidiu dar-me uma bicada na sua coluna do Público. A acusação é transparente mas é fraquita.

Ontem, em Berlim, o Deutsche Bank, um dos maiores bancos europeus, anunciou em conferência de imprensa o seu plano para a Grécia.

O PS pede ao PSD e CDS que finjam que haverá amanhã uma adenda que todos sabem que nunca existirá, em troca da certeza de hoje de um tratado que todos sabem que é prejudicial. O PS quer salvar a face, não quer proteger o emprego.

 A semana parlamentar foi dominada por dois grandes debates: o primeiro foi sobre a comissão de inquérito ao BPN e o segundo foi sobre a proposta de saída das jornadas parlamentares do Bloco, acerca da moratória no pagamento das dívidas aos bancos pelas famílias atingidas pelo desemprego, e ainda da anulação completa da dívida quando há devolução da casa.