Está aqui

Immanuel Wallerstein

Sociólogo e professor universitário norte-americano.

Wallerstein interessou-se pela política internacional quando ainda era adolescente, acompanhando a actuação do movimento anticolonialista na India. Obteve os graus de B.A. (1951), M.A. (1954) e Ph.D. (1959) na Universidade de Columbia, Nova Iorque, onde ensinou até 1971.
Tornou-se depois professor de Sociologia na Universidade McGill, Montreal, até 1976, e na Universidade de Binghamton, Nova York, de 1976 a 1999. Foi também professor visitante em várias universidades do mundo.
Foi esporadicamente director de estudos associado na École de Hautes Études en Sciences Sociales, Paris, e presidente da Associação Internacional de Sociologia entre 1994 e 1998. Desde 2000, é investigador sénior na Universidade de Yale.
Recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Coimbra em 2006 e pela Universidade de Brasília em 2009.

Artigos do Autor(a)

16 de Abril, 2010 - 14:32h

O mundo move-se inexoravelmente em direcção à solução de um só Estado (como na África do Sul).

11 de Abril, 2010 - 00:00h

Por ocasião do 30º aniversário da criação do Partido dos Trabalhadores (PT) do Brasil, o principal jornal independente de esquerda, o Brasil de Fato, publicou entrevistas com quatro dos principais intelectuais de esquerda do Brasil. Todos os quatro já foram activos no PT, e estiveram entre os seus fundadores. Três deles saíram do partido - o historiador Mauro Iasi para entrar no Partido Comunista Brasileiro (PCB); o sociólogo Francisco de Oliveira para aderir ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL); e o historiador Rudá Ricci passou a ser independente; o quarto, o historiador Valter Pomar, permanece no PT como um dos dirigentes da sua ala esquerda.

23 de Março, 2010 - 00:00h

Todos estão a discutir o que a revista Fortune chama de "turbilhão grego" e a apontar o dedo para alguém. De quem é a culpa? O governo grego é acusado de fazer batota e de deixar os gregos viverem para além das suas posses. A União Europeia é acusada de ter criado uma estrutura impossível para o euro.

4 de Março, 2010 - 00:00h

Sabemos que estamos a viver numa situação caótica quando (1) os média de referência mostram-se constantemente surpreendidos pelos acontecimentos; (2) as previsões de curto-prazo de vários especialistas apontam para direcções totalmente diferentes e são formuladas com muitas reservas; (3) o Establishment ousa dizer coisas ou usar palavras que antes eram tabu; (4) as pessoas comuns estão assustadas e zangadas, mas muito inseguras em relação ao que fazer. Esta é uma boa descrição dos últimos dois anos em todo o mundo, ou pelo menos na sua maior parte.

16 de Janeiro, 2010 - 00:00h

Os políticos afro-americanos dos EUA estão a dar-se conta de que fizeram um acordo de Fausto...

30 de Dezembro, 2009 - 00:00h

O lento processo de criar uma aliança geopolítica duradoura entre a Europa ocidental e a Rússia tem uma longa história, que está a amadurecer lentamente.

25 de Dezembro, 2009 - 00:00h

Algo estranho está a acontecer na América Latina. As forças de direita na região têm condições de obter um melhor desempenho durante a presidência de Barack Obama do que durante os oito anos de George W. Bush. Este liderava um regime de extrema-direita que não tinha qualquer simpatia pelas forças populares latino-americanas. Pelo contrário, Obama lidera um regime centrista que tenta replicar a "política de boa vizinhança" que Franklin Roosevelt proclamou como forma de sinalizar o fim da intervenção militar directa dos Estados Unidos na América Latina.

10 de Dezembro, 2009 - 00:00h

O conflito no Afeganistão é uma guerra em que seja o que for que os Estados Unidos ou o presidente Obama façam agora, perdem. O país e o seu presidente estão numa situação de perfeito beco sem saída.

31 de Outubro, 2009 - 00:00h

É suposto que as Olimpíadas modernas tenham dois objectivos: promover a paz em todo o mundo, através da competição não violenta que está acima da política, e exaltar os feitos atléticos. Sem dúvida que a maioria dos atletas entra na competição olímpica com o segundo objectivo em mente. Mas promover a paz parece ser quase a última coisa em que pensam os governos cujo apoio às estruturas atléticas nacionais sempre foi crucial para o sucesso dos seus participantes.

12 de Outubro, 2009 - 00:00h

O Irão está de volta à ribalta da diplomacia pública. O presidente Obama, junto com o primeiro-ministro Gordon Brown do Reino Unido e com o presidente Nicolas Sarkozy de França, realizou uma conferência de imprensa na qual pareceu dar ao Irão mais um ultimato: ou aceita as suas exigências, às quais chamou de exigências da "comunidade internacional", em Dezembro deste ano, ou enfrentará novas sanções. Obama disse que o Irão está "a quebrar as regras que todas as nações têm de seguir."

Páginas