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Immanuel Wallerstein

Sociólogo e professor universitário norte-americano.

Wallerstein interessou-se pela política internacional quando ainda era adolescente, acompanhando a actuação do movimento anticolonialista na India. Obteve os graus de B.A. (1951), M.A. (1954) e Ph.D. (1959) na Universidade de Columbia, Nova Iorque, onde ensinou até 1971.
Tornou-se depois professor de Sociologia na Universidade McGill, Montreal, até 1976, e na Universidade de Binghamton, Nova York, de 1976 a 1999. Foi também professor visitante em várias universidades do mundo.
Foi esporadicamente director de estudos associado na École de Hautes Études en Sciences Sociales, Paris, e presidente da Associação Internacional de Sociologia entre 1994 e 1998. Desde 2000, é investigador sénior na Universidade de Yale.
Recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Coimbra em 2006 e pela Universidade de Brasília em 2009.

Artigos do Autor(a)

24 de Agosto, 2009 - 00:00h

Pelo menos desde os anos 90, se não há mais tempo, uma das principais e muito públicas preocupações dos Estados Unidos (e, com um pouco menos de intensidade, na Europa ocidental) tem sido a perspectiva de a Coreia do Norte permanecer e o Irão se tornar uma potência nuclear.

13 de Agosto, 2009 - 23:00h

A Presidência de George W. Bush foi o momento da maior maré eleitoral dos partidos políticos de centro-esquerda na América Latina nos últimos dois séculos. A Presidência de Barack Obama arrisca-se a ser o momento da desforra da direita na América Latina.

10 de Agosto, 2009 - 00:00h

A Presidência de George W. Bush foi o momento da maior maré eleitoral dos partidos políticos de centro-esquerda na América Latina nos últimos dois séculos. A Presidência de Barack Obama arrisca-se a ser o momento da desforra da direita na América Latina.

29 de Julho, 2009 - 00:00h

Durante as últimas semanas, a atenção mundial esteve concentrada no Irão, onde houve um enorme conflito sobre as contestadas eleições presidenciais. Parece agora bastante claro que Mahmoud Ahmadinejad tomará posse como o próximo presidente do Irão com o pleno apoio do ayatollah Ali Khamenei. O presidente Barack Obama tem sofrido pressões consideráveis, principalmente das forças conservadoras dentro dos Estados Unidos, para assumir uma posição "mais dura" sobre as eleições iranianas.

21 de Julho, 2009 - 00:00h

Quando o primeiro-ministro Wen Jiabao da China disse em Março de 2009 que estava “um pouco preocupado” acerca do estado do dólar norte-americano, estava a ecoar o sentimento de estados, empresas e indivíduos em todo o mundo. Ele apelou aos Estados Unidos “a manterem o seu bom crédito, a honrarem os seus compromissos e a garantirem a segurança dos bens chineses.”

2 de Julho, 2009 - 00:00h

Agora que o presidente Obama apoiou tão aberta e publicamente o conceito de uma "solução" de dois estados para a controvérsia/luta israelo-palestiniana, uma tal "solução" pode bem ser conseguida nos próximos anos. A razão é simples. Afirmada de forma abstracta, uma tal solução tem apoio esmagador na opinião política mundial.

19 de Maio, 2009 - 00:00h

Alguns comentadores atribuíram esta nova situação a uma mudança de liderança nos dois países. A explicação real assenta muito mais nas alterações da situação geopolítica - no conjunto do sistema-mundo e na América Latina em particular.

29 de Abril, 2009 - 00:00h

Quase toda a gente levou a reunião do G20 de 2 de Abril em Londres demasiado a sério. Especialistas e críticos analisaram-na como se o seu objectivo fosse introduzir algumas mudanças nas políticas dos estados que participaram. O facto é que todos os que compareceram sabiam antecipadamente que nada significativo iria mudar devido à reunião, e que as pequenas mudanças menores que nela foram adoptadas poderiam facilmente ter sido negociadas sem que a reunião tivesse ocorrido.

4 de Abril, 2009 - 00:00h

Af-Paq é o novo acrónimo que o governo norte-americano inventou para Afeganistão-Paquistão. O seu significado é que há uma preocupação geopolítica dos Estados Unidos na qual a estratégia que o país quer seguir envolve ambos os países simultaneamente, e não podem ser considerados separadamente. Os Estados Unidos enfatizaram esta política nomeando um único Representante Especial para os dois países, Richard Holbrooke.

19 de Março, 2009 - 00:00h

Estamos a acostumar-nos a todos os tipos de quebra de tabus. A imprensa mundial está cheia de discussões sobre se seria uma boa ideia "nacionalizar" bancos. Não foi senão Alan Greenspan, discípulo do superlibertário profeta do puro capitalismo de mercado, Ayn Rand, que disse recentemente que temos de nacionalizar bancos a cada cem anos, e pode ser este o momento de fazê-lo. O senador conservador republicano dos EUA Lindsay Graham concordou com ele. O keynesiano de esquerda Alan Blinder discutiu os prós e contras desta ideia. E apesar de achar que os contras são maiores que os prós, dispôs-se a gastar energia intelectual a escrever sobre este tema no New York Times.

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