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Falta justiça para as vítimas da guerra às drogas na legalização nos EUA

Nesta edição do podcast Quatro e Vinte, o destaque vai para a legalização da canábis nos Estados Unidos e a exigência de reposição de justiça para as vítimas da guerra às drogas. As comunidades negra e hispânica queixam-se de terem sido afastadas do negócio nos estados que legalizaram, com as empresas financiadas pelos fundos de Wall Street a tomarem a dianteira de um negócio milionário. 

Esta exigência tornou-se num tema político de primeira importância nos estados que pretendem legalizar a canábis, com todos os candidatos democratas às presidenciais de 2020 a tomarem posição e o assunto a poder regressar ao Senado. A insuficiência de medidas que promovam a participação destas comunidades afetadas pela repressão racista do proibicionismo contribuiu para travar as propostas de legalização nos estados de Nova Jérsia e Nova Iorque. O Colorado também reconheceu que há muito por fazer neste capítulo, mas acaba de abrir o seu mercado aos tubarões da finança. A próxima votação é estado no Illinois, mas pode também estar em risco. Na California, muitos produtores não estão a conseguir cumprir as normas e os custos da legalização.

No campo científico, o primeiro estudo genético a incluir a única canábis produzida para investigação financiada pelo estado federal concluiu que ela é mais parecida com o cânhamo do que com a canábis comprada em lojas, pondo em dúvida os resultados dos estudos que a usaram.

Na atualidade nacional, a canábis medicinal é legal, mas os médicos não a podem prescrever porque não há nenhum produto no mercado. Mas há cada vez mais empresas a pedir licenças de produção para exportar, como a que acaba de adquirir o ex-ministro do PSD Ângelo Correia.


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