Está aqui

Zona euro aprova novo plano para Grécia

Após dez horas de reuniões, Merkel e Sarkozy acabaram por convencer a banca internacional a aceitar a perda de 50% da dívida soberana grega. O Fundo Europeu passa a valer um bilião de euros.
Van Rompuy e Papandreou cumprimentam-se à margem do encontro europeu. Foto Πρωθυπουργός της Ελλάδας/Flickr

Como previsto, a reunião centrou-se na situação das finanças gregas e da banca europeia, mas com o descontrolo das contas em Itália também sob preocupação. Pela primeira vez, a Comissão Europeia irá monitorizar a implementação das medidas de austeridade num país que ainda não recebeu dinheiro do fundo de emergência.

Os bancos privados que representam os credores da Grécia mantiveram um braço de ferro com os políticos europeus até às quatro da madrugada, aceitando abater 100 mil milhões da dívida em troca de garantias do Fundo de Estabilização Europeia no valor de 30 mil milhões.

Em resultado deste encontro, está em marcha um processo de recapitalização da banca em toda a Europa, num valor que ultrapassa os 100 mil milhões de euros, para atingir o rácio de capital de 9 por cento. Segundo os cálculos da European Banking Authority, os bancos portugueses precisam de aumentar o seu capital em cerca de 7,8 mil milhões.

A Caixa Geral de Depósitos é o banco que necessita de mais capital para cumprir o novo rácio e num comunicado enviado esta quinta-feira ao regulador de mercado revela que precisa de 2.239 Milhões de euros, "correspondendo 1.462 milhões de euros ao valor resultante da avaliação a preços de mercado das exposições a dívida soberana". O BPI admite recorrer à linha de recapitalização prevista no acordo com a troika para reforçar o capital em 1,7 mil milhões, o mesmo acontecendo com o BCP, que irá aumentar os fundos próprios em 1,75 mil milhões. Já o BES necessita de 687 milhões para cumprir o novo rácio e não prevê o recurso ao fundo de recapitalização que tem 12 mil milhões disponíveis para a banca.  
 

Termos relacionados Internacional
(...)