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Zero quer limites mais apertados para qualidade do ar

Os ambientalistas querem alinhar as normas de qualidade do ar da União Europeia com as da Organização Mundial de Saúde e alargar o seu âmbito aos poluentes atmosféricos que não estão incluídos.
Cidade poluída. Foto de IgorM2020/Flickr.
Cidade poluída. Foto de IgorM2020/Flickr.

Enquanto o plenário do Parlamento Europeu debate a revisão das diretivas da qualidade do ar, a associação ambientalista Zero lançou um comunicado no sentido de alinhar normas da qualidade do ar na União Europeia com o que defende a Organização Mundial de Saúde.

Para a organização de defesa do ambiente “trata-se de uma oportunidade única de atualizar as normas da qualidade do ar na União, as quais estão datadas e desalinhadas da estratégia de poluição zero para a Europa e do Pacto Ecológico Europeu, não respondendo aos modernos desafios ambientais e às legítimas reivindicações dos cidadãos por um ar limpo”.

Os ambientalistas sublinham que a “poluição do ar é no mundo, incluindo na Europa, o risco ambiental número um para a saúde, e um dos cinco principais fatores de risco em doenças como o cancro, a diabetes, doenças cardiovasculares e respiratórias”.

Apesar da UE ter normas sobre isto, “os limites são demasiado elevados, acima dos limites de segurança”. Assim, os europeus acreditam que se forem cumpridos os limites estabelecidos, “respiram um ar limpo e seguro”. Só que “em muitos casos não é verdade”.

Em comparação com as diretrizes da Organização Mundial de Saúde, os limites europeus “são permissivos”, sendo por exemplo, no caso das concentrações anuais de partículas, incluindo as finas, “o dobro do que a OMS recomenda”. Isto significa que “à luz dos valores da OMS, três quartos dos cidadãos europeus que vivem em cidades respiram um ar perigosamente poluído".

A Zero propõe por isso uma revisão em baixa destes valores, que têm mais de uma década e “resultam de um compromisso político ultrapassado, que não reflete as recomendações atuais da ciência”. Pretende-se ainda alargar o âmbito destas normas porque há poluentes atmosféricos que não estão incluídos na Diretiva da Qualidade do Ar Ambiente da UE. É o caso do mercúrio, o carbono preto, as partículas ultrafinas e o amoníaco.

O grupo alerta que “a má qualidade do ar na UE é todos os anos responsável por 400.000 mortes prematuras e centenas de milhares de milhões de euros em custos de saúde”. Segundo a Zero, “em Portugal, estes custos são superiores a 1.400 milhões de euros por ano”.

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