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Viana do Castelo: Técnicos de radiologia devem ser integrados no SNS

Num encontro com técnicos de radiologia do Hospital de Viana do Castelo, Catarina Martins referiu que "a situação de precariedade em que vivem é uma situação absurda, é uma situação que vai contra a lei”. A coordenadora bloquista lembrou que o 8 de Março "não é um dia para flores, mas sim um dia para direitos".
Foto de Catarina Oliveira

Catarina Martins e José Soeiro estiveram esta segunda-feira reunidos com técnicos de radiologia da Unidade de Saúde Local (USL) do Alto Minho para denunciar que “estes trabalhadores são contratados por outsourcing” e vão acabar o vínculo no dia 31 de março.

Muitos destes profissionais ainda não sabem se voltam a ser contratados. Esta situação causa insegurança aos trabalhadores que “estão na linha da frente nos hospitais do Alto Minho e são aliás quem estão na linha da frente a fazer todos os cuidados, desde logo de radiologia aos doentes que entram, doentes covid e não covid, todos os exames que precisam”, referiu Catarina Martins.

90% dos doentes que entram nos hospitais precisam de diagnósticos feitos pelos técnicos de radiologia. No entanto, estes “trabalham longas horas e têm salários base de pouco mais de 700 euros”, alertou a dirigente do Bloco.

Para a coordenadora bloquista, “a situação de precariedade em que vivem é uma situação absurda, é uma situação que vai contra a lei. Eles deviam sim trabalhar para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e não para uma empresa de outsourcing, eles respondem às chefias dos hospitais, eles trabalham nos hospitais, eles respondem por necessidades permanentes nos hospitais do Alto Minho”.

São as heroínas dos nossos dias. Mas também são precárias, de baixos salários, de carreiras congeladas. Esta manhã...

Publicado por Catarina Martins em Segunda-feira, 8 de março de 2021

O Bloco já entregou um projeto na Assembleia da República para que estes profissionais sejam integrados no SNS e especificamente para que “a radiologia do Alto Minho deixe de estar dependente de uma empresa de outsourcing que de facto faz no SNS o trabalho do SNS, é absurdo”, anunciou.

“Também vamos pedir o caderno de encargos da empresa de outsourcing para o concurso e a presença da administração da ULS do Alto Minho no Parlamento, porque tem de nos explicar como é que estes trabalhadores podem estar em outsourcing e como é que vai garantir os seus postos de trabalho no dia seguinte”, afirmou Catarina.

“Façamos do 8 de março um dia com significado real”

Catarina Martins quis também falar sobre o dia 8 de março, considerando que não é um dia para flores, mas sim um dia para direitos. “Hoje estamos no Dia da Mulher. Três em cada quatro profissionais do SNS são mulheres, mesmo em profissões que historicamente eram masculinas como os médicos, as mulheres são já 60%. As auxiliares são 90%, na enfermagem, como nos técnicos superiores, são 80%. E estas heroínas, que respondem todos os dias a um país numa pandemia, continuam precárias, continuam com baixos salários, continuam sem ver a sua carreira ser respeitada”.

“Façamos do 8 de março um dia com significado real, como deve ter”, defendeu a coordenadora do Bloco.

 

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