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Venezuela: “A política não deve levar-nos à guerra”, declara a Procuradora Geral

Em conferência de imprensa, a Procuradora Geral da República da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, repudiou a violência, detalhou o número de vítimas nos confrontos no país, apelou ao diálogo e afirmou: “a paz não se decreta, constrói-se”.
“Repudio todos os casos de violência no país; rejeito-os. Sou uma mulher de paz”, declarou Luisa Ortega Díaz em conferência de imprensa
“Repudio todos os casos de violência no país; rejeito-os. Sou uma mulher de paz”, declarou Luisa Ortega Díaz em conferência de imprensa

Num momento em que crescem a tensão e o confronto entre o governo de Maduro e a oposição da MUD, a Procuradora Geral da República (PGR) da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, declarou em conferência de imprensa: “Repudio todos os casos de violência no país; rejeito-os. Sou uma mulher de paz”.

Segundo a PGR venezuelana, até ao momento da conferência de imprensa (25 de abril de 2017) morreram 26 pessoas, entre as quais 4 adolescentes, nos confrontos violentos das últimas semanas. Também disse que foram feridas 437 pessoas e foram presas 1.289, das quais permanecem presas 65 e 217 irão a tribunal.

“A política não deve levar-nos à guerra. A política é o exercício do diálogo. É o confronto de ideias num quadro de respeito”, afirmou também Luisa Ortega Díaz, defendendo o diálogo.

“Todos os setores do país devem baixar o tom de confrontação e elevar o nível da discussão”, apontou a Procuradora Geral, frisando: “A paz não se decreta, constrói-se”.

Luisa Ortega Díaz apontou também que o país precisa de “segurança jurídica”, salientando que “até num estado de exceção deve respeitar-se o devido processo”.

El pronunciamiento completo de la Fiscal General de la República, Luisa Ortega

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