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Vamos aproveitar o confinamento para ajudar cientistas?

Para participar no projeto “Diários de uma Pandemia” basta responder a um inquérito diário online. A iniciativa é do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, em conjunto com o INESC TEC e o Público.
laptop e telemóvel
Foto Marco Verch/Flickr

“Neste momento decisivo da nossa vida em sociedade, em que enfrentamos a pandemia da Covid-19 em Portugal, várias perguntas precisam de resposta urgente, nomeadamente para se poder compreender o curso da epidemia, a forma como afeta as nossas vidas, em que medida nos preparamos para o que está aí, mas sobretudo para saber como nos queremos organizar para o que virá depois da pandemia e para o que serão as epidemias do futuro próximo”, explicou Henrique Barros, diretor do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), ao jornal Público, parceiro desta iniciativa. O outro co-organizador é o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), que aloja o site onde qualquer pessoa se pode inscrever para participar.

Os participantes dos "Diários de uma pandemia" (inscrição aqui) irão receber diariamente um lembrete para responderem a um pequeno conjunto de perguntas sobre isolamento e interações sociais, recurso a serviços de saúde e comerciais, bem como ocorrência de sintomas ou doença confirmada. Uma vez por semana, recebem também algumas perguntas sobre o seu bem-estar.

“O ideal é que responda ao inquérito diariamente, mas poderá participar com a periodicidade que preferir”, diz o site destes “Diários de uma pandemia”. A duração destes inquéritos irá variar consoante a duração da pandemia, e é feita “com garantias de estrita confidencialidade e no cumprimento da legislação aplicável em matéria de proteção de dados”.

“São as nossas vidas que desenham a propagação do vírus e o sucesso do combate. É por isso urgente saber como evoluem ao longo do tempo. Este é um esforço que se faz por toda a sociedade e por aqueles que nos são mais queridos”, diz o convite à participação na iniciativa coordenada por Henrique Barros e Raquel Lucas.

Outro objetivo destes “Diários de uma pandemia” é guardar a memória destes dias. “É que a escrita descrevendo a pandemia, que cada um de nós faz através das respostas em que fornece - sinais da sua saúde física e das suas emoções - constitui depois de analisada uma voz singular nos seus tons múltiplos: a voz e a memória de nós como comunidade. A isso também se chama saúde pública”, afirmou  Henrique Barros ao Público.

Por seu lado, o diretor-adjunto deste jornal diário e responsável pelo projeto nas páginas do Público, diz que esta ligação “inscreve-se na nossa preocupação de acrescentar utilidade à informação que produzimos e de contribuir para que ajude na procura de respostas à crise sanitária que vivemos”. O Público, acrescentou Amílcar Correia, “inscreve-se na nossa preocupação de acrescentar utilidade à informação que produzimos e de contribuir para que ajude na procura de respostas à crise sanitária que vivemos”.

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