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Vacinas mRNA não causam complicações durante a gravidez, concluem estudos

Em estudos que envolveram cerca de 65 mil gestações em diferentes estágios, foi constatado “não haver nenhum sinal de aumento do risco de complicações”, confirma a Agência Europeia de Medicamentos.
Vacina da BionTech/Pfizer, foto via EPA/Lusa.

A Agência Europeia de Medicamentos informou, com base em vários estudos, que as vacinas de tecnologia mRNA (neste caso as vacinas desenvolvidas pela Pfizer e Moderna) não causam complicações na gravidez das gestantes e nos seus bebés, noticia a Lusa.

A conclusão da Agência partiu da análise detalhada de vários estudos, que envolveram cerca de 65 mil gestações em diferentes estágios, constatando “não haver nenhum sinal de aumento do risco de complicações na gravidez, abortos espontâneos, partos prematuros ou efeitos adversos nos fetos após a vacinação".

“Apesar de algumas limitações nos dados, os resultados parecem consistentes entre os estudos que analisam esses resultados”, afirma a Agência.

Os estudos indicam também que os efeitos secundários mais comuns das vacinas nas grávidas coincidem com os da população em geral vacinada, nomeadamente dor na local da injeção, cansaço, dor de cabeça, inchaço no local ou dores musculares. Estes efeitos são geralmente leves ou moderados e melhoram alguns dias após a vacinação.

“Dado que até agora a gravidez tem sido associada a um risco maior de covid-19 grave, particularmente no segundo e terceiro trimestres, as pessoas que estão grávidas ou podem engravidar num futuro próximo são incentivadas a vacinarem-se”, afirma ainda a Agência num comunicado partilhado também pelo Infarmed.

A Agência Europeia de Medicamentos irá divulgar dados relativos às restantes vacinas autorizadas à medida que estiverem disponíveis.

Pandemia está longe de acabar e novas variantes podem surgir

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que a pandemia da covid-19 "está longe de acabar", relembrando que novas variantes do coronavírus SARS-CoV-2 podem surgir depois da disseminação da variante Ómicron.

Em Portugal, a variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2 é responsável por 93% das infeções e uma outra linhagem foi detetada com características genéticas semelhantes, anunciou o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.

"Esta pandemia está longe de acabar, e com o incrível crescimento global da Ómicron, novas variantes podem surgir", advertiu o diretor-geral da Organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Apesar de ser menos grave, a Ómicron está a causar hospitalizações, a maioria entre pessoas não vacinadas, e mortes.

"Mesmo os casos menos graves estão a inundar as unidades de saúde", alertou. “As próximas semanas vão continuar a ser críticas para os profissionais e sistemas de saúde".

"Peço a todos que façam o melhor para reduzir o risco de infeção, para que possam ajudar a aliviar a pressão dos sistemas" de saúde, apelou o dirigente da OMS, enfatizando que a vacinação "é a chave para proteger os hospitais de ficarem sobrecarregados", porque continua eficaz a prevenir a doença grave e a morte.

Segundo a OMS, na semana passada foram reportados mais de 18 milhões de novos casos de infeção no mundo. O número de mortes por covid-19 "manteve-se estável".

“Desde 6 de dezembro, tem-se verificado um elevado crescimento na proporção de casos prováveis da variante Ómicron, tendo atingido uma proporção estimada máxima (93%) entre os dias 7-9 de janeiro”, refere o relatório do INSA sobre a diversidade genética do SARS-CoV-2, que provoca a covid-19.

Segundo o Instituto Ricardo Jorge, aquando da identificação da Ómicron (BA.1) em meados de novembro de 2021, foi detetada uma outra linhagem (BA.2) com várias características genéticas semelhantes entre si e que apresentam um “excesso” de mutações na proteína `spike´, muitas delas partilhadas.

De acordo com o Instituto, a linhagem BA.2 já foi detetada em vários países, destacando-se a sua crescente proporção entre as sequências genómicas reportadas recentemente pelo Reino Unido e Dinamarca. Os "ensaios preliminares revelaram perfis mutacionais compatíveis com a linhagem BA.2, sugerindo que o decréscimo na proporção de amostras positivas SGTF poderá dever-se, pelo menos parcialmente, a um aumento de circulação desta linhagem em Portugal”, avança o Instituto.

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