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Uso de cobaias em testes de emissões provoca demissão na Volkswagen

O porta-voz da empresa foi o primeiro a sair na sequência do escândalo que envolve os testes com macacos e humanos realizados por um instituto financiado pelos três gigantes da indústria automóvel alemã.
Foto The NRMA/Flickr

Depois da fraude da manipulação dos sistemas instalados nos automóveis para disfarçar os níveis de emissões de poluentes, a indústria alemã está de novo a ser condenada na opinião pública, desta vez por usar macacos e humanos, submetendo-os a fumos tóxicos, nos testes destinados a concluir que as emissões dos novos veículos a gasóleo seriam mais “limpas” que os anteriores.

A notícia revelada pelo New York Times falava de um teste efetuado num laboratório em Albuquerque, com os fumos lançados por um modelo “carocha” de 2013 da VW e por uma carrinha Ford de 1999 a entrarem em compartimentos onde se encontravam dez macacos a assistirem a desenhos animados. O que nem os macacos nem os cientistas norte-americanos sabiam, diz o diário, era que o modelo fornecido pela Volkswagen tinha o sistema manipulado para produzir níveis de poluição bem abaixo do que produz na estrada.

Dias depois, o Stuttgarter Zeitung revelou que testes com dióxido de azoto foram efetuados numa clínica perto de Colónia a 25 jovens saudáveis, que o inalaram durante horas.

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As críticas vieram de todos os quadrantes, incluindo o governo alemão. Os três fabricantes automóveis que financiavam o instituto também se demarcaram destas experiências, condenando o uso de animais nos testes..

A primeira demissão na sequência deste escândalo é um nome de peso no lóbi da Volkswagen, mas também no mundo da política. Thomas Steg, responsável pela sustentabilidade e relações públicas da empresa, coordenou a comunicação em governos liderados por Angela Merkel e Gerhard Schröder, do SPD.

O caso poderá trazer também consequências políticas, a partir da revelação de que estes testes em laboratórios com cobaias eram também do conhecimento dos deputados desde 2016. Segundo o diário Handelsblatt, essa informação foi transmitida por um especialista durante uma audição parlamentar.

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