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Universidade Nova estuda desigualdade de género na instituição

A Universidade Nova de Lisboa está a estudar a presença das mulheres em cargos de decisão da instituição. O objetivo é apresentar medidas que garantam a igualdade de género. A informação é da Lusa.
Fotografia de Paulete Matos
Fotografia de Paulete Matos

Elvira Fortunato, vice-reitora da Universidade Nova de Lisboa, disse à Lusa que “embora existam muitas recomendações do Governo, o que se passa depois, em termos práticos, é muito diferente”. Durante muitos anos, Fortunato foi contra a ideia das quotas, vindo posteriormente a mudar de ideias: “Achava que deveríamos chegar aos cargos por mérito mas o que observei, ao longo do tempo, foi que isso nunca acontece”.

Com o apoio da Universidade de Aachen, a equipa liderada por Elvira Fortunato trabalha com o objetivo de promover o equilíbrio de géneros nos órgãos de decisão das organizações universitárias.

Sobre o tecido universitário português, Fortunato afirma que “Há poucas reitoras, há poucas diretoras de faculdade, há poucas diretoras docentes. E à medida que vamos descendo o número de mulheres vai aumentando”.

“Sei que há muito menos mulheres catedráticas do que homens”, acrescenta, perguntando ainda: “Em termos de projetos de investigação, quem tem mais projetos ganhos? São homens, são mulheres?”.

Nos próximos meses, serão estes os dados que serão recolhidos. O estudo deverá estar concluído dentro de meio ano e irá mostrar a relação entre homens e mulheres em cargos de administração, na docência e na investigação.

O grupo quer ainda criar um Gabinete de Igualdade de Oportunidades, que possa chamar a atenção para os problemas e implementar planos de promoção da igualdade de género nas instituições.

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