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“Uma democracia é forte quando toda a gente vê reconhecidos os seus direitos”

Esta quarta-feira, Catarina Martins visitou a associação Moinho da Juventude, na Cova da Moura, na Amadora. A coordenadora do Bloco afirmou que os impedimentos burocráticos à regularização das pessoas migrantes são inaceitáveis.
Foto de Paula Nunes.

“Aqui, na Cova da Moura, vive-se uma situação que acontece noutras partes do país, e que é a exclusão de uma parte da população, pelos mais variados motivos: pelas condições habitacionais, a falta das infraestruturas necessárias, pelos entraves no acesso à nacionalidade das crianças e pela forma como o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras tem vindo a excluir pessoas de terem a sua situação regularizada”, assinalou Catarina Martins.

“Estamos a falar de pessoas que trabalham em Portugal, têm aqui as suas crianças e que são confrontadas com impedimentos burocráticos à sua regularização que deixam também os seus filhos numa situação mais vulnerável e sem os apoios que todas as crianças no nosso país têm direito a ter”, acrescentou.

A dirigente bloquista sinalizou a importância da existência de “uma rede pública para apoio à família em todo o país, que proteja todas as famílias e todas as crianças”.

“Para isso é preciso uma Escola Pública forte, são precisas creches, e é necessário considerar que estas são parte da oferta educativa pública do Estado”, destacou, sinalizando ainda que o apoio de associações como o Moinho da Juventude, que estão junto das comunidades e que fazem parte dessas comunidades, e que fazem a mediação e conseguem detetar no terreno as necessidades das famílias é fundamental.

“Em zonas em que as várias discriminações e exclusões muitas vezes se acumulam, é preciso, para respeitar os direitos humanos, não só aumentar os serviços públicos, como também fazê-lo em ligação com as associações, com as comunidades, tendo mediação cultural”, defendeu Catarina Martins.

A coordenadora do Bloco referiu ainda que “o Moinho da Juventude é um dos melhores exemplos que nós temos, e ganhamos muito em aprender sobre integração, sobre o respeito, sobre direitos humanos com esta gente que aqui trabalha todos os dias”.

“Um país, uma democracia é forte quando toda a gente vê reconhecidos os seus direitos”, rematou.

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