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Um século de mulheres artistas na Gulbenkian em junho

"As mulheres na Coleção Moderna. De Sonia Delaunay a Ângela Ferreira 1916-2018", exposição anunciada pela Fundação Gulbenkian para junho, vai explorar o legado de mulheres ao longo de um século na pintura, desenho, fotografia, escultura e outras artes.
Fundação Gulbenkian em Lisboa. Foto Fundação Calouste Gulbenkian.
Foto Fundação Calouste Gulbenkian.

A Fundação Calouste Gulbenkian anunciou para junho próximo uma exposição sobre mulheres artistas. "As mulheres na Coleção Moderna. De Sonia Delaunay a Ângela Ferreira 1916-2018", vai destacar mais de uma centena de trabalhos de pintura, desenho, ilustração, têxteis, fotografia, vídeo, escultura e instalação feitas por mulheres ao longo de um século.

A exposição seguirá um percurso, organizado cronologicamente e por tipologia, pelos três pisos da Coleção Moderna da fundação, segundo precisou à Agência Lusa a curadora Patrícia Rosas.

Milly Possoz e Ofélia Marques, figuras da primeira geração da pintura modernista portuguesa, terão expostos desenhos e gravuras em que sobressai o tema das crianças e da figura feminina. As décadas de 60 e 70, quando a abstração ganha força, estão representados em obras de Maria Antónia Siza e Paula Rego, entre outras.

Com o 25 de abril de 1974 a acabar com restrições à vida das muheres — como não poder abrir conta bancária, tomar contracetivos, ou sair do país sem autorização do marido — muitas artistas regressaram a Portugal dos seus exílios em centros artísticos como Paris e Londres. Entre elas estarão expostas Ana Hatherly com trabalhos que documentam a revolução, Ana Vieira com os seus "ambientes", primeiras instalações de uma mulher em Portugal , Helena Almeida e o seu trabalho de fotografia em série, e as obras de poesia espacial Salette Tavares.

Os anos 80 estarão representados entre outros na escultura de cariz conceptual em pedra maciça e néon de Clara Menéres; os anos 90 numa viragem para meios como o vídeo e fotografia. As primeiras décadas do séc. XXI serão ilustrados por obras de Susanne Themlitz, Cecília Costa, Susana Gaudêncio e Ângela Ferreira, artista de Moçambique que trabalha o impacto do pós-colonialismo na sociedade contemporânea.

A exposição tem inauguração marcada para 31 de maio.

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