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“Um país que se leva a sério não vende direitos de cidadania”

José Manuel Pureza defendeu o projeto do Bloco de acabar com os vistos gold. Para o deputado, estes são pura especulação, nada tendo que ver com criação de emprego, projetos culturais ou ecológicos.
Foto de Paula Nunes

O Bloco considera que não é admissível que o país “venda direitos de cidadania a troco de 500.000 euros empatados no imobiliário”. Assim, Pureza avalia o conjunto de razões dadas para justificar este mecanismos como “discurso do fingimento”: não houve investimento estrangeiro criador de emprego, “só 13” vistos em 6575 “o foram associados a investimentos comportando a criação de postos de trabalho”, não houve mecenato cultural, nem projetos ecológicos ou humanitários.

Os vistos gold teriam sido apenas “uma ferramenta de especulação imobiliária” que criou um “obstáculo à habitação da gente comum”.

O Bloco apresenta ainda outros problemas deste programa: “à boleia” dele vieram “práticas de corrupção e de branqueamento de capitais.”

Para além disso, diz Pureza estes vistos são “uma repugnante escolha entre pessoas” uma vez que “para quem tem dinheiro, reduzem-se as exigências” e criam-se facilidades, “mas para quem vem para Portugal com a sua força de trabalho e com o sonho de uma vida melhor para si e para os seus” o caminho é o das dificuldades de um “crivo impiedoso”. Por isso, concluiu “acabar com os vistos gold é um serviço que prestamos ao combate a sério contra a corrupção, o branqueamento de capitais e a especulação imobiliária. E, mais que tudo, é um serviço que prestamos à nossa dignidade coletiva.”

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