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Um novo bilionário a cada 17 horas desde o início da crise

Segundo o novo ranking mundial de bilionários da revista Forbes, a crise pandémica foi uma excelente oportunidade para criar bilionários. São já 2.700 pessoas, mais 660 do que no início de 2020. Portugal tem duas entradas.
Os Estados Unidos da América continuam a liderar a lista de países com maior número de bilionários (724).
Os Estados Unidos da América continuam a liderar a lista de países com maior número de bilionários (724). Imagem via 401kcalculator/Flickr.

Desde o início da crise pandémica, o mundo produz um novo bilionário a cada 17 horas. Bolhas especulativas nos mercados bolsistas, criptomoedas, a finança nunca produziu tanto para tão poucos, e são cada vez mais.

A 35ª lista anual da revista Forbes revela uma explosão de bilionários (na denominação anglo-saxónica, um bilionário terá uma riqueza acumulada de pelo menos mil milhões de euros). Mais 660 no espaço de um ano, um número recorde, sobretudo considerando que 493 são novas entradas na lista. Destes, 210 são da China e Hong Kong e 11 do Brasil, que passa a ter um total de 56 bilionários.  

Dos 2.700 que já pertenciam à lista, 86% estão mais ricos em 2021 do que no ano passado, quando a pandemia teve início. Em conjunto, a sua riqueza publicamente verificável está calculada em 13,1 biliões de dólares, mais 5 biliões do que há um ano atrás (trillions na denominação anglo-saxónica).

Os Estados Unidos da América continuam a liderar a lista de países com maior número de bilionários (724). Seguem-se a China, contabilizando Hong Kong e Macau, com 698.  

Com 188 mil milhões de dólares (mais 18 mil milhões do que à data de cálculo do ranking pela Forbes, a 5 de março), Jeff Bezos lidera a lista pelo quarto ano consecutivo. Mas Elon Musk surge já em segundo lugar, com 170 mil milhões (mais 19 mil milhões do que o registado a 5 de março). O império do francês Bernard Arnault vale 163 mil milhões, mas em quarto e quinto lugares surgem Bill Gates e Mark Zuckerberg.

Já em Portugal, a Forbes regista duas entradas. A família Amorim, com uma riqueza de 4.6 mil milhões de dólares (através do negócio da cortiça, de posições financeiras e da participação de 18% na Galp); bem como de José Neves, o CEO da Farfetch, com uma riqueza avaliada em 2.3 mil milhões de dólares (mais 104 milhões nas últimas 24 horas, indica o ranking).

Pode acompanhar aqui a evolução do ranking e da riqueza calculada em tempo real pela Forbes.

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