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UE alerta contra químico cancerígeno em produtos, indústria rebate

Do protetor solar à tinta, aos doces e à pasta de dentes, o dióxido de titânio é um branqueador químico que pode ser encontrado em muitos produtos quotidianos. Forte lóbi da indústria química procura evitar proibição.
O lóbi da indústria do dióxido de titânio tem tentado impedir que a proposta da União Europeia avance.
O lóbi da indústria do dióxido de titânio tem tentado impedir que a proposta da União Europeia avance.

Segundo a Corporate Europe Observatory, um processo contínuo da UE para classificar o produto químico como um “suspeito de carcinogénio” quando inalado pode levar a rótulos de advertência do produto. Mas o forte lóbi da indústria química parece estar a enfraquecer a decisão dos Estados-membros que tomarão a decisão final.

França tem defendido a regulamentação do dióxido de titânio na UE e, no início deste ano, anunciou a proibição nacional da substância em alimentos. Contudo, outros Estados-membros, como o Reino Unido e a Eslovénia, estão a opôr-se à ação da UE sobre o assunto.

A proposta atual da Comissão Europeia é muito mais do que limitada do que o que foi recomedado pela agência de produtos químicos da UE, excluindo a ação do dióxido de titânio em forma líquida, mesmo que os produtos possam ser pulverizados e possivelmente inalados.

Essa perda de ambição parece estreitamente ligada à ofensiva de lóbi pelos fabricantes de dióxido de titânio, que se mobilizaram em grande escala e se concentraram especialmente nos governantes dos 28 Estados-membros para minar a proposta.

A Titanium Dioxide Manufacturer's Association (TDMA) encontra-se a liderar a batalha de lóbi contra o aviso de cancro. Esta associação representa os produtores de dióxido de titânio de todo o mundo e conta com a ajuda da maior empresa de relações públicas de Bruxelas, a Fleishman-Hillard.

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