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TST continua com carreiras suspensas e trabalhadores em lay-off

O Bloco questionou o governo sobre as várias ligações que a empresa deixou de assegurar e outras em que há atrasos. O partido defende o fim do lay-off que os TST continuam a impor a centenas de trabalhadores de forma a garantir a mobilidade e segurança das populações.
Autocarro dos TST. Foto de Antero Pires/Flickr.
Autocarro dos TST. Foto de Antero Pires/Flickr.

O desconfinamento chegou, as restrições à circulação foram levantadas, seria agora “da maior importância” que a oferta de transportes públicos fosse “reposta e reforçada, adaptando-se assim às exigências de segurança”, defende o Bloco.

Por isso, a propósito da situação dos TST, as deputadas Isabel Pires, Joana Mortágua e Sandra Cunha questionaram o Ministério do Ambiente e Ação Climática. Esta empresa de transporte que opera no distrito de Setúbal mantém a suspensão de “inúmeras carreiras” garante o Bloco. E exemplifica: a carreira 333 que liga o Vale da Amoreira, na Moita à Gare do Oriente, ou da carreira 207 e da 159 que vão, respetivamente de Sesimbra e da Marisol à Praça de Espanha, entre outras que ligam Cacilhas às diversas localidades dos concelhos de Almada e Seixal.

Para além destas carreiras suspensas têm chegado ao partido também “queixas relativas ao incumprimento de horários e atrasos em várias carreiras, bem como da reduzida qualidade dos autocarros que não conseguem garantir as condições de conforto e de circulação de ar exigidas”. Delas resultou até uma petição pública cujas aspirações o Bloco “partilha”, nomeadamente a reposição das carreiras suspensas e o reforço do investimento num transporte público de qualidade e segurança.

As deputadas vincam que a empresa recorreu ao layoff e colocou 340 trabalhadores em suspensão do contrato de trabalho e 140 em redução horário de trabalho e defendem a reversão da situação de forma a garantir a mobilidade e segurança das populações.

Pensam mesmo que “só assim pode ser cumprido o contrato em vigor com a empresa”. Esta tem o dever de assegurar o transporte público, um bem essencial “para a garantia da mobilidade dos cidadãos a quem é indispensável o uso deste serviço para trabalhar ou aceder a serviços públicos essenciais, incluindo de saúde”. Insistem ainda que as empresas deve cumprir as regras de segurança que a situação impõe.

A situação faz o partido questionar o governo sobre “que medidas especificas entende o Governo tomar para garantir a mobilidade em conforto e segurança entre as localidades do distrito de Setúbal e nas ligações rodoviárias aos concelhos vizinhos através dos transportes públicos da empresa dos TST”, que medidas está a tomar “de forma a evitar o incumprimento dos horários e os atrasos constantes nos transportes públicos” e se “está disponível para exigir a reposição de todas as carreiras suspensas e o reforço dos seus horários”.

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