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Trump quer revogar regulações sobre mercúrio

A Agência de Proteção do Ambiente da administração Trump considera que a relação custo/benefício dos regulamentos em vigor não se justifica. Os ambientalistas avisam para os perigos do mercúrio produzido pelas centrais termoelétricas a carvão mas o governo insiste em revogar as leis ambientais.
Foto de x1klima/Flickr

A legislação norte-americana responsável por uma diminuição drástica da poluição através de mercúrio tóxico produzido pelas centrais termoelétricas a carvão está sob a mira da administração Trump. Esta considera demasiado altos os custos da regulação e insuficientes os benefícios para a saúde e ambiente.

Contudo, as centrais termoelétricas são a principal fonte de poluição por mercúrio no país. E, comprovadamente, o mercúrio é a causa de danos cerebrais, problemas de aprendizagem e defeitos de nascença entre vários outros problemas.

Em 2011, tinham sido aprovados os “Padrões de Mercúrio e de Toxicidade do Ar” pela administração de Obama. Os grupos ambientalistas alegam que como resultado disso, nesta última década, as emissões de mercúrio desceram 85%.

A proposta de revogação desta legislação vem da Agência de Proteção do Ambiente. Esta agência governamental calcula que a legislação melhorou a saúde em apenas uns poucos milhões de dólares por ano, considerando-a “não apropriada e necessária”.

Os responsáveis políticos afetos a Trump têm revogado e desregulado as formas de proteção ambiental existentes no país com base no argumento dos seus custos económicos.

A revogação diminuirá os custos associados à indústria do carvão que tem perdido espaço devido à competição do gás natural e de outras formas mais baratas e limpas de energia. Em agosto, o governo tinha já proposto a revisão de outra regulação que incitava os fornecedores de eletricidade a diminuir os consumos das centrais termoelétricas a carvão mais poluentes.

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