A guerra entre o BCP e o seu ex-líder corre há anos nos tribunais portugueses, após Jardim Gonçalves se ter recusado a ajustar o valor da sua pensão aos limites previstos no Código das Sociedades Comerciais. Segundo o jornal Público, houve este mês um volte-face, com o Tribunal da Relação de Lisboa a contrariar a decisão da primeira instância do Tribunal de Sintra, que dera razão ao fundador do BCP.
Com esta decisão, a pensão de 175 mil euros mensais irá reduzir-se para cerca de 67 mil euros, tendo os juízes decidido acabar com a parte da pensão que correspondia a uma apólice de seguro convertida num contrato de rendas vitalícias. Ao todo, desde que se reformou, Jardim Gonçalves recebeu 18 milhões de euros com esta parcela agora retirada.
O Tribunal também deu razão ao banco para lhe retirar regalias como a utilização de um jato privado para viagens pessoais, despesas de transporte e segurança pessoal. A pensão especial de sobrevivência vitalícia concedida à sua esposa, em caso de morte do beneficiário, também foi retirada.