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Tribunal retira parte da pensão milionária a Jardim Gonçalves

O ex-banqueiro viu o Tribunal da Relação de Lisboa anular o complemento de reforma e regalias como segurança pessoal e viagens em jato privado. Jardim Gonçalves vai continuar a receber cerca de 67 mil euros por mês.
Jardim Gonçalves
Jardim Gonçalves e o seu advogado Magalhães e Silva. Foto João Relvas/Lusa

A guerra entre o BCP e o seu ex-líder corre há anos nos tribunais portugueses, após Jardim Gonçalves se ter recusado a ajustar o valor da sua pensão aos limites previstos no Código das Sociedades Comerciais. Segundo o jornal Público, houve este mês um volte-face, com o Tribunal da Relação de Lisboa a contrariar a decisão da primeira instância do Tribunal de Sintra, que dera razão ao fundador do BCP.

Com esta decisão, a pensão de 175 mil euros mensais irá reduzir-se para cerca de 67 mil euros, tendo os juízes decidido acabar com a parte da pensão que correspondia a uma apólice de seguro convertida num contrato de rendas vitalícias. Ao todo, desde que se reformou, Jardim Gonçalves recebeu 18 milhões de euros com esta parcela agora retirada.

O Tribunal também deu razão ao banco para lhe retirar regalias como a utilização de um jato privado para viagens pessoais, despesas de transporte e segurança pessoal. A pensão especial de sobrevivência vitalícia concedida à sua esposa, em caso de morte do beneficiário, também foi retirada. 

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