Em declarações ao esquerda.net, Daniel Bernardino explica que aceitou ser candidato do Bloco ao Parlamento Europeu porque considera que “a União Europeia tem de mudar o rumo em relação às condições do trabalho”, que tem sido o “parente pobre” no que respeita às políticas europeias.
“O Bloco, primeiro que tudo, pode fazer pressão para que todas as medidas que foram implementadas pela troika, e que vieram a empobrecer os trabalhadores em Portugal, possam ser revogadas”, refere Daniel Bernardino.
O candidato bloquista deixa ainda o alerta no que respeita ao “próprio Código do Trabalho, que vai ser, mais uma vez, agravado pelo atual Governo PS e também com o apoio da União Europeia”.
Daniel Bernardino defende que os trabalhadores portugueses “têm de ter uma voz mais ativa” junto das instituições europeias para poderem “melhorar as condições laborais” no país e por toda a Europa.
Sublinhando que “os direitos laborais estão a ser rebaixados e enfraquecidos”, nomeadamente no que respeita às questões salariais, o candidato às próximas eleições europeias apela à união de trabalhadores e seus representantes contra o ataque aos direitos conquistados nos últimos 40 anos.
Daniel Bernardino é coordenador da comissão de trabalhadores da Faurecia, no Parque Industrial Autoeuropa, e foi dirigente sindical do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul (SITE Sul).