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Trabalhadores dos impostos em greve por “carreiras dignas”

Em vésperas do início do prazo de entrega do IRS, os trabalhadores dos impostos fazem greve e fecharam várias repartições de finanças. Protestam por o governo não responder às suas propostas sobre a revisão das carreiras.
Foto de Paulete Matos

O Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) tinha marcada uma primeira greve para 28 de fevereiro. Exigia que fosse apresentada uma proposta de revisão de carreiras. Quando o governo fez chegar aos trabalhadores esta proposta, essa greve foi desmarcada.

Só que o processo negocial não correu como o esperado. O STI apresentou um conjunto de propostas de alteração à proposta governamental mas não recebeu entretanto resposta sobre elas. Por isso, os trabalhadores dos impostos fazem greve esta sexta-feira. Exigem “carreiras dignas”, nomeadamente um regime de avaliação permanente, a transição de todos os trabalhadores para a nova carreira e a concessão aos trabalhadores do estatuto de órgão de polícia criminal.

Paulo Ralha, presidente do STI, garante que a greve não foi marcada nesta data para atrapalhar a entrega das declarações de rendimentos relativas a 2018. Em declarações à SIC, o dirigente sindical esclareceu as razões do protesto: “o que está em causa é que até agora ainda não tivemos respostas às nossas contra-propostas”. Estas são “voltar a ter o vínculo de nomeação, reduzir o número de carreiras existentes que são 14 para duas ou uma e termos uma forma de progressão universal, ou seja igual para todos os trabalhadores.” Os trabalhadores exigem, assim “uniformização de regras” nas carreiras. Mas não se ficam por aqui. Pensam também que será importante um também “reforço dos poderes da autoridade” de forma a poderem “exercer melhor” as suas funções.

Depois desta greve, os trabalhadores dos impostos decidirão, no início do mês de abril, como vai continuar a sua luta.

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