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Trabalhadores dos CTT marcam greve para 5 de julho

A greve convocada pelo SNTCT exige a recuperação do tempo de serviço, melhores condições de trabalho e aumentos dos salários que em sete anos desvalorizaram 7.6% face à inflação.
Foto de Paulete Matos.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT) convocou uma greve geral nos CTT para o próximo dia 5 de julho.

Aos trabalhadores não faltam razões de queixa relacionadas com os efeitos nefastos da privatização da empresa:  a queda da qualidade do serviço prestado às populações, com o encerramento de estações e a destruição de postos de trabalho, foi acompanhada no quotidiano laboral por pressões e ameaças sobre os funcionários. “Os acionistas e a Comissão Executiva estão apenas empenhados em desenvolver o negócio bancário e financeiro em detrimento do serviço postal, estando deste modo a pôr em risco muitos postos de trabalho e o serviço público a prestar”, afirma o sindicato afeto à CGTP.

A renacionalização da empresa continua a ser uma das principais reivindicações dos trabalhadores, a par da recuperação dos três anos de tempo de serviço, congelados entre 2011 e 2013 para efeito de progressões na carreira, reposicionamento salarial e diuturnidades.

A fraude dos CTT

Diego Garcia

O aumento salarial é outra das exigências desta greve, numa empresa que viu nos últimos sete anos os salários perderem “em média 7.60%” face à taxa de inflação verificada. “Por outro lado o stress, as pressões e as ameaças sobre os trabalhadores estão a aumentar, o que faz com que cada vez mais hajam situações de doença, nomeadamente do foro psicológico”, aponta o comunicado do SNTCT.

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