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Trabalhadores do São Carlos e CNB confirmam greve

Depois de uma reunião com a administração esta quinta-feira, os técnicos da Companhia Nacional de bailado e do Teatro São Carlos decidiram manter a greve que tinham marcado. Voltando atrás no que se tinha comprometido, a administração adiou alterações salariais para 2020.
Festival ao Largo em 2011. Espetáculo de Bernardo Sassetti e da Companhia Nacional de Bailado. Foto de Filipe Barreto/Flickr

Após uma reunião com o conselho de administração do OPART, Organismo de Produção Artística, o CENA-STE, Sindicato dos Trabalhadores de Espetáculos, do Audiovisual e dos Músicos, anunciou que vai manter a greve que já tinha comunicado .

Segundo o comunicado CENA-STE, a administração informou-os de que a harmonização salarial entre técnicos do Teatro Nacional de São Carlos (TNSC) e da Companhia Nacional de Bailado (CNB), “assim como outras matérias com influência financeira”, só poderão entrar em vigor em 2020.

No passado mês de março, estes trabalhadores desmarcaram uma greve considerando que a administração do OPART tinha aceitado estas suas reivindicações que entrariam em vigor em junho. Por isso, o CENA-STE utiliza a expressão “estupefação” para caracterizar o que se passou na reunião com a administração da empresa até porque tanto “o conselho de administração do OPART, como a Sra. Ministra da Cultura, informaram o sindicato que as verbas correspondentes à harmonização salarial dos técnicos do TNSC com os da CNB estava já previsto e aprovado, tanto no orçamento da empresa para o corrente ano, como no Orçamento de Estado também para 2019”.

O sindicato diz que “não compreende” que “tendo a Sra. Ministra da Cultura dado a sua garantia em reunião com o Sindicato a 26 de março de que tudo faria para agilizar o processo, tenha sido necessário o incumprimento de um acordo, o anúncio de novas greves e a remodelação de um conselho de administração (CA) para que o governo e o CA, mais de um mês depois, se disponham a cumprir a sua parte”.

Por tudo isto, o sindicato fala de “quebra de confiança em relação à administração e à tutela”, o Ministério da Cultura. Pelo que a decisão foi de “manutenção das greves anunciadas” na passada terça-feira apesar dos trabalhadores garantirem “a maior abertura” na negociação.

Estas greves coincidem com as apresentações de dois espetáculos: a “La Bohème” em 07, 09, 11 e 14 de junho no Teatro Nacional de São Carlos e o bailado “Dom Quixote”, entre 11 e 13 de julho no Teatro Rivoli, no Porto. Para além disso, os trabalhadores farão greve ao espetáculos do “Festival ao Largo” em julho.

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