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Trabalhadores do Pingo Doce lutam por aumento de salários

Trabalhadores do Pingo Doce/Jerónimo Martins concentrados nesta terça-feira junto à sede da empresa, em Lisboa, exigiram também o fim das discriminações, horários dignos e o fim do banco de horas na empresa.
Concentração de trabalhadores do Pingo Doce em luta por aumento de salários
Concentração de trabalhadores do Pingo Doce em luta por aumento de salários

"Esta ação de protesto tem a ver com um conjunto de reivindicações que os trabalhadores vêm colocando ao longo dos anos e que passa pela existência de discriminações ao nível das tabelas salariais, verificando-se uma situação aberrante, que é o facto de um trabalhador, com a mesma categoria profissional, ter um salário em Lisboa e [um outro trabalhador com a mesma categoria profissional] ter outro no interior. É inadmissível", disse Libério Domingues, coordenador da união de sindicatos de Lisboa da CGTP, à agência Lusa. O dirigente sindical destacou que a empresa preside à APED - Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição e dá “um péssimo exemplo” ao não dialogar com os trabalhadores e os sindicatos.

A dirigente sindical Isabel Camarinha, da direção do CESP - sindicato dos trabalhadores do comércio, escritórios e serviços de Portugal, salientou que a ação visou não só responder às reivindicações dos trabalhadores da empresa, mas também exigir a negociação do contrato de trabalho à APED.

Uma trabalhadora denunciou à Lusa que os gerentes e diretores de loja estão a fazer grande assédio sobre trabalhadores e trabalhadoras, para “fazerem mais horas” ou “fazerem serviços que não sejam dos departamentos deles".

Pré-aviso de greve para o 1º de Maio

Em resolução que aprovaram, os trabalhadores do Pingo Doce/Jerónimo Martins denunciam “as alterações sistemáticas e ilegais aos horários de trabalho”, os ritmos de trabalho “brutais”, o “desrespeito pelo direito dos trabalhadores à marcação de férias por acordo” com tentativas de imposição de períodos de férias e de estabelecimento de “proibição” de férias em determinados meses.

Na resolução exige-se:

  • Fim das discriminações;
  • Aumento dos salários e fim da aplicação da Tabela B para todos os trabalhadores sem discriminações;
  • Horários de trabalho dignos e fim do banco de horas na empresa;
  • Condições de saúde e segurança no trabalho;
  • Fim dos brutais ritmos de trabalho e da pressão, repressão e assédio aos trabalhadores;
  • Cumprimento integral do contrato colectivo de trabalho e da lei;
  • Negociação do Contrato Colectivo de Trabalho;
  • Encerramento no 1º de Maio, respeitando o Dia Internacional dos Trabalhadores.

A dirigente sindical anunciou que "todos os trabalhadores das empresas de distribuição têm já um pré-aviso de greve para o dia 1 de maio".

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