Está aqui

Trabalhadores do grupo Águas de Portugal estão em greve nesta sexta-feira

Os trabalhadores do grupo, incluindo todas as 17 empresas, estarão em greve a 11 de junho. Reivindicam: aumentos salariais de 90 euros, valorização de carreiras, 35 horas para todos, uniformização de direitos e atribuição do subsídio de insalubridade, penosidade e risco.
Concentração de trabalhadores do grupo ADP, 21 de maio de 2021 - Foto stal.pt
Concentração de trabalhadores do grupo ADP, 21 de maio de 2021 - Foto stal.pt

"Esta sexta-feira, 11 de junho, os trabalhadores do Grupo Águas de Portugal cumprem uma greve de 24 horas pela concretização das medidas necessárias à sua valorização, num grupo que teve 79 milhões de euros de lucros em 2020", informou o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins (STAL), afeto à CGTP-IN.

Será também realizada uma concentração junto à ETAR (fábrica de água) de Alcântara, em Lisboa, às 10h30, com a presença da secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha.

Em nota enviada à comunicação social, o STAL sublinha que "os trabalhadores estão fartos e descontentes com a atual situação, e exigem resposta imediata às suas reivindicações sem mais delongas e desculpas".

A greve tem início às zero horas desta sexta-feira, 11 de junho, e prolonga-se até às 24 horas. Os trabalhadores reivindicam aumentos salariais de 90 euros por trabalhador, fixando-se em 850 euros, "no curto prazo, como o salário mínimo de entrada nas empresas e a negociação das matérias pecuniárias e outras com base nas propostas das organizações sindicais".

Defendem ainda a construção de um novo regime de carreiras, categorias profissionais e funções "que valorize e reconheça o saber, a experiência e o empenho dos trabalhadores", a redução progressiva do horário de trabalho para as 35 horas semanais e a atribuição de um subsídio de risco extraordinário, no contexto da pandemia Covid-19 e a regulação do suplemento de insalubridade, penosidade e risco.

Trabalhadores e trabalhadoras lutam ainda pela estabilidade do emprego e pelo fim da precariedade laboral, defendem a gestão pública da empresa, combatem o 'outsourcing' e defendem a contratação de mais trabalhadores para assegurar um serviço de qualidade.

Os trabalhadores reivindicam ainda a aplicação do AE da EPAL a todos os trabalhadores da empresa e a "melhoria e o pleno respeito pelas normas de segurança e saúde no trabalho".

De acordo com o pré-aviso, a greve abrange todos os trabalhadores ao serviço de qualquer das empresas do Grupo Águas de Portugal: Águas do Norte, Águas do Alto Minho, Águas do Douro e Paiva, Simdouro, Águas da Região de Aveiro, Águas do Centro Litoral, EPAL, Águas do Vale do Tejo, Águas do Tejo Atlântico, Simarsul, Águas de Santo André, Águas Públicas do Alentejo, Águas do Algarve, ADP SGPS, ADP Valor, ADP Energias, ADP Internacional.

Termos relacionados Sociedade
(...)