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Trabalhadores do Continente denunciam situação laboral “miserável”

A ação de contacto com a população decorre este domingo em hipermercados de Lisboa, Porto e Coimbra.
Trabalhadores em luta
Foto CESP/CGTP

O CESP - Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal - está a promover este domingo “mais uma ação de protesto e denúncia junto dos clientes” do Continente para dar a conhecer a realidade laboral e salarial dos trabalhadores que diariamente os atendem “com sorrisos e simpatia”.

A Sonae/Continente preside à Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição, que nos últimos três anos tem bloqueado a negociação do contrato coletivo de trabalho. O sindicato acusa a APED de querer “a redução do valor pago pelo trabalho suplementar e a aceitação do banco de horas (trabalho à borla) a troco de ‘aumentos’ salariais de 11 cêntimos ao dia”.

“Reivindicamos um aumento geral de salário num mínimo de 40 euros”, disse à Lusa Luís Figueiredo, dirigente do CESP e trabalhador do Continente, lembrando que hoje o vencimento de topo está apenas 26 euros acima do salário mínimo nacional, “quando em 2010 estava 140 euros acima da retribuição mínima nacional”.

Os trabalhadores exigem também o encerramento das lojas aos domingos e feriados, “de forma a melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e de sua famílias”. Uma reivindicação que tem ganho apoios nos últimos tempos, com o tema a ser levantado recentemente numa intervenção do bispo do Porto, Manuel Linda.

Esta ação de contacto e denúncia insere-se numa série de iniciativas de luta dos trabalhadores das empresas de distribuição, que incluem o Pingo Doce/Jerónimo Martins, Continente/Sonae, Jumbo/Auchan, Lidl, Fnac, Dia/Minipreço, El Corte Inglés, Ikea, C&A, Intermarchés, e muitas outras.

O sindicato nota que “nas empresas de distribuição os lucros são milionários”, enquanto “os salários, pelo contrário, são cada vez mais curtos e não chegam para repor a perda de poder de compra”.

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