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Trabalhadores da TST/Arriva voltarão a paralisar dias 11 e 12 de junho

Os trabalhadores lutam por aumentos salariais, reivindicando 750 euros. Domingo e segunda-feira fizeram greve de 48 horas, manifestaram-se na cidade de Almada e decidiram convocar nova paralisação para 11 e 12 de junho. Deputada Joana Mortágua solidarizou-se com trabalhadores.
Trabalhadores da TST/Arriva manifestaram-se em Almada e convocaram nova greve de 48 horas para 11 e 12 de junho - Foto Fectrans
Trabalhadores da TST/Arriva manifestaram-se em Almada e convocaram nova greve de 48 horas para 11 e 12 de junho - Foto Fectrans

Durante o passado sábado, antes da greve de 48 horas, a TST/Arriva propôs aumento salarial dos atuais 673 para 685 euros mensais e a implementação de um sistemja de folgas rotativas. Segundo Fernando Fidalgo da Fectrans (Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações/CGTP), os trabalhadores consideraram a proposta da administração insuficiente e mesmo uma “provocação”. Fernando Fidalgo diz que os trabalhadores querem um salário base de 750 euros, mas reivindicam “já e de imediato 700 euros na tabela salarial com retroativos a janeiro deste ano”.

Domingo e segunda-feira, 19 e 20 de maio, os trabalhadores fizeram greve de 48 horas pela terceira vez, com adesões de 90 a 95% e supressões de carreiras, e, perante a recusa da administração em ir mais além nos aumentos salariais, decidiram convocar nova greve de 48 horas para 11 e 12 de junho.

“Os trabalhadores decidiram fazer uma nova greve de 48 horas porque não concordam com a proposta feita pela empresa, entendem que é uma provocação tendo em conta os baixos salários praticados e pensam que a TST está em condições para chegar mais além”, adiantou à Lusa João Saúde também da Fectrans.

Na manifestação desta segunda-feira, os trabalhadores marcharam pela cidade de Almada e foram recebidos pela presidente da Câmara, Inês de Medeiros, do PS. “A reunião correu muito bem e a senhora presidente está solidária com a luta dos trabalhadores e vai fazer o que estiver ao seu alcance para ajudar no desbloqueio do conflito”, revelou João Saúde, acrescentando que Inês de Medeiros manifestou preocupação com alguns “maus serviços que a empresa está a praticar”, principalmente quando “tem o monopólio dos transportes na Península de Setúbal”.

Para a greve marcada para 11 e 12 de junho, os trabalhadores equacionam a realização de duas concentrações na sede da TST, no Laranjeiro, em Almada.

A deputada bloquista e vereadora na Câmara de Almada Joana Mortágua também esteve com os trabalhadores da TST declarando que a “degradação do serviço prestado à população” também corresponde à “degradação dos trabalhadores” e lembrando que “recebem abaixo da média salarial do seu setor”.

Para além de aumentos salariais, os trabalhadores da TST/Arriva reivindicam integração do subsídio do agente único no salário; contemplação de folgas rotativas para quem mostre interesse; aumento do subsídio de refeição; 75€ para o trabalho em dia de folga; 25 dias de férias e efetividade dos trabalhadores contratados a prazo.

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