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Trabalhadores da Lactogal em greve contra assédio moral e discriminação salarial

78% dos trabalhadores da logística da Lactogal, de Oliveira de Azeméis, aderiram à greve desta quinta-feira. Esta é a primeira paralisação a realizar-se na empresa.

A Lactogal Produtos Alimentares S.A. é acusada de discriminar salarialmente trabalhadores com a mesma categoria profissional, num claro atropelo à lei. Os trabalhadores denunciam ainda que as situações de assédio moral por parte das chefias são uma constante. Apesar das sucessivas comunicações da sua parte, a administração da empresa agro-alimentar portuguesa nada faz, dando, na prática, cobertura a estes atropelos.

As trabalhadoras, no setor da logística, dão conta de que, quando engravidam, são obrigadas a fazer as mesmas tarefas, que consistem em carregar e transportar caixotes com cerca de 12 kg durante todo o horário de trabalho. As trabalhadoras reclamam, mas há chefes que lhes respondem que não engravidassem.

Os trabalhadores são ainda constantemente pressionados pelas chefias para fazerem as suas tarefas em menos tempo, apesar de garantirem que é humanamente impossível atingirem as metas estabelecidas.

Cansados de serem ignorados pela administração, os trabalhadores resolveram partir para a greve. Nos dias que antecederam a paralisação, as chefias andaram junto de todos os trabalhadores deste setor, exigindo saber quem é que pretendia aderir à greve.

Esta situação é gravíssima, demonstrativa do clima de falta de respeito pelos direitos elementares dos trabalhadores que existe nesta empresa.

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