"Os próximos dias vão ser de paralisações parciais no tempo e por setores, com paragens de duas horas no início ou no final de cada turno", disse à agência Lusa Hugo Fernandes, também dirigente do Sindicato das Indústrias Elétricas do Sul e Ilhas (SIESI).
A greve destes dois dias foi seguida por cerca de 90% dos trabalhadores da área da produção, sendo inferior a paralisação na área administrativa.
"Os protestos vão manter-se até a empresa recuar na decisão do despedimento coletivo", afirmou o sindicalista, referindo que os trabalhadores e os sindicatos não concordam com os argumentos da empresa para o despedimento coletivo, alegando que o processo resulta de "uma deslocalização e não de uma quebra de encomendas".
A Kemet Elesctronics de Évora emprega 316 pessoas e produz condensadores de tântalo para telemóveis e para a indústria automóvel.