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Trabalhadores da ex-Alicoop constestam penhoras exigidas pelo Banco BIC

Em plenário, os ex-trabalhadores do grupo Alicoop decidiram contestar as penhoras que o banco liderado por Teixeira dos Santos lhes quer fazer e admitem concentrar-se junto à sede do banco, em Lisboa.
Ex-trabalhadores do grupo Alicoop admitem voltar a manifestar-se em Lisboa, tal como fizeram em 2008/2010
Ex-trabalhadores do grupo Alicoop admitem voltar a manifestar-se em Lisboa, tal como fizeram em 2008/2010

Cerca de 200 ex-trabalhadores do grupo Alicoop/N&F, de Silves, no Algarve, reuniram esta terça-feira à noite na biblioteca de Silves, com a presença de dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP). O plenário tinha como objetivo debater a situação criada pela ameaça do banco BIC que quer penhorar casas e salários dos ex-trabalhadores do grupo, que envolvia as marcas Alisuper, Macral e Geneco.

O sindicato considera que a exigência do BIC, atualmente liderado por Teixeira dos Santos, está a reclamar os créditos aos ex-trabalhadores, “em claro 'abuso de direito', desrespeitando a sentença transitada em julgado no Tribunal Judicial de Silves e a usar uma livrança prescrita”. (ver notícia no esquerda.net)

Segundo Maria José Madeira, dirigente regional do CESP, “221 pessoas estão a ser confrontadas com penhoras do banco BIC para pagarem empréstimos efetuados em 2008 para financiar a tesouraria da empresa, depois de o tribunal de Silves os ter desonerado das responsabilidades no processo de insolvência da empresa em 2012”.

A dirigente sindical disse à Lusa que os ex-trabalhadores vão contestar as penhoras e poderão realizar uma concentração de protesto em Lisboa, junto à sede do Banco BIC.

O CESP acusa o Banco de Portugal de “dormir tranquilamente, enquanto os bancos fazem todo o tipo de desmandos e abusos, como é o caso do BIC que adquiriu o BPN”.

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