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Trabalhadores da ERSUC em greve de dois dias

Os trabalhadores da ERSUC - a empresa que recolhe o lixo em 36 municípios dos distritos de Aveiro, Coimbra e Leiria – estão em greve segunda e terça-feira desta semana, 27 e 28 de janeiro, reivindicando aumentos de salários e outros direitos.
Piquete de greve em Coimbra - Foto publicada no facebook do STAL
Piquete de greve em Coimbra - Foto publicada no facebook do STAL

Em comunicado citado pela Lusa, o Sindicato nacional dos trabalhadores da administração local e regional (STAL) anunciou: “os trabalhadores estão em greve pelo aumento geral dos salários para todos os trabalhadores, exigem o respeito pelas estruturas representativas dos trabalhadores e do direito constitucional à contratação coletiva, o direito à carreira profissional, por melhores condições de vida e de trabalho”.

A greve no primeiro dia decorreu com grande adesão, apesar dos serviços mínimos decididos pelo Tribunal Arbitral (59 trabalhadores) e do elevado número de trabalhadores precários (90 trabalhadores), que segundo o sindicato estão a ser alvo de ameaça de despedimento se aderirem à greve. O STAL rejeitou a decisão do Tribunal Arbitral, considerando que põe em causa o direito à greve, estabelecendo serviços “máximos” em vez de mínimos.

O sindicato denuncia que a administração da holding se recusa a negociar e destaca ainda outras reivindicações dos trabalhadores: a melhoria de outras prestações pecuniárias, para além dos salários; a valorização dos trabalhadores e das suas carreiras profissionais, com um plano de carreiras que assegure a progressão e a promoção; um seguro de saúde para todos, que seja alargado ao agregado familiar.

A ERSUC pertence ao grupo EGF/Mota&Engil, emprega cerca de 400 trabalhadores, faz a recolha de lixo em 36 municípios dos distritos de Aveiro, Coimbra e Leiria, numa área de 7.000 quilómetros quadrados (7,9% do território nacional) com cerca de um milhão de habitantes e trata “mais de 300.000 toneladas de resíduos por ano”.

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