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Trabalhadores da Dura Automotive enfrentam ameaça de deslocalização

Um dos principais clientes da fábrica de componentes automóveis da Guarda anunciou que vai deslocar a produção para a Índia. Trabalhadores querem ser ouvidos pela autarquia e governo.
Imagem do protesto esta segunda-feira a seguir ao plenário à porta da Dura Automotiva da Guarda. Foto Fiequimetal/CGTP

Os trabalhadores da Dura Automotive reuniram em plenário esta segunda-feira para discutirem formas de luta contra o anúncio da deslocalização da produção a a partir de agosto por parte de um dos principais clientes, a Magna BÖCO GmbH. As encomendas desta empresa ocupam mais de metade da mão-de-obra da fábrica na Guarda e o silêncio da administração leva os trabalhadores a temerem pela continuidade dos seus postos de trabalho.

“Esta medida irá criar um enorme impacto social e laboral num distrito com cada vez menos oferta de emprego. Por isso, a CT e o sindicato já requereram reuniões à Câmara Municipal da Guarda e ao Ministério da Economia, com o intuito de encontrar formas de ultrapassar esta situação”, afirma a Fiequimetal em comunicado. Caso não exista resposta positiva por parte do governo, os trabalhadores estão dispostos a deslocarem-se a Lisboa para se concentrarem junto do ministério da Economia, acrescenta a federação sindical.

Em outubro passado, esta unidade fabril de Vila Cortes do Mondego que produz cabos e componentes para marcas como a BMW, Daimler, Renault, Nissan, entre outras, já tinha feito um despedimento coletivo de 40 trabalhadores, alegando falta de encomendas e ameaçando deslocalizar a sua produção para outras unidades do grupo, por exemplo na Alemanha.

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