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Trabalhadores da CP e IP convocam greve para 8 de outubro

Os trabalhadores da Comboios de Portugal e da Infraestruturas de Portugal reivindicam o aumento dos salários, a revisão do Acordo da Empresa e a admissão de colaboradores.
Trabalhadores da CP em manifestação por melhores salários no passado dia 16 de setembro de 2021. Foto de Miguel A. Lopes, Lusa.
Trabalhadores da CP em manifestação por melhores salários no passado dia 16 de setembro de 2021. Foto de Miguel A. Lopes, Lusa.

Os órgãos representativos dos trabalhadores da Comboios de Portugal e da Infraestruturas de Portugal anunciaram uma greve de 24 horas, no dia 8 de outubro.

Em causa está o aumento dos salários de todos os trabalhadores, que tenha em conta a atualização do salário mínimo nacional, bem como a "responsabilidade e conhecimento profissional exigidos", pode ler-se no comunicado.

Os representantes dos trabalhadores lembram que, após anos de congelamento, as atualizações salariais foram "insuficientes" e não acompanharam o crescimento do salário mínimo nacional.

Como resultado, existem categorias profissionais nas duas empresas que em 2000 tinham como salário base da sua carreira um valor de 185% do salário mínimo nacional, enquanto no topo da carreira essa relação era de 235%, quando hoje é de, respetivamente, 118% e 153%.

"Desde 2015, o salário mínimo nacional teve um aumento de 145,83 euros, não se verificando a devida atualização salarial nestas empresas, originando que os salários praticados nestas empresas fiquem cada vez mais próximos do salário mínimo nacional. Esta situação não se altera com a falta de negociação ou de imposição de propostas que se traduzem, nalguns casos, em atualizações de um euro mês", criticam.

Reivindicam também a admissão de trabalhadores em falta, uma vez que a autorização para a contratação de um trabalhador por cada que vai para a reforma não basta para repor os quadros e manter o serviço.

Exigem “medidas efetivas de investimento” para acompanhar a modernização do setor, e relembram que na CP não há pessoal para assegurar a oferta e que na IP a conservação e manutenção da via férrea tem sido entregue a empreiteiros, com encarecimento de toda a operação.

Pedem também a harmonização das condições de trabalho, após as fusões da CP com a EMEF e da REFER com a E.P., bem como a revisão do acordo da empresa e do regulamento de carreiras na CP e a certificação dos trabalhadores ferroviários.

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