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Trabalhadores da Barraqueiro sujeitos a mais 9 meses de lay-off

A empresa de transportes de Humberto Pedrosa quer prolongar o lay-off que termina em julho por mais nove meses. Sindicato denuncia a medida como ilegal e alerta que a medida impede a transportadora de garantir transporte com segurança face à Covid-19. 
Foto de Paulete Matos.
Foto de Paulete Matos.

Em comunicado distribuído aos trabalhadores de todas as subsidiárias do grupo Barraqueiro (Barraqueiro Transportes, Barraqueiro Alugueres, Boa Viagem, Esevel, Estremadura, Frota Azul e Mafrente), a administração da empresa anunciou que irá colocar 170 trabalhadores com suspensão de contrato e outros 600 com redução de horário a partir de 1 de agosto.

Considerando que o atual período de lay-off destes mesmos trabalhadores termina no final de julho, o efeito prático é uma redução salarial por um período de um ano, e a transferência dos encargos com salários para a Segurança Social. Algo que o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal, que integra a CGTP-IN, considera “ilegal”, tendo já denunciado a situação junto da Autoridade para as Condições do Trabalho, bem como da associação patronal e da Autoridade da Mobilidade dos Transportes.  

Além disso, acrescenta o STRUP, considerando que os trabalhadores se encontram atualmente em lay-off, a empresa estará impedida de acionar o mecanismo até ao final de julho.

Para o Sindicato, esta medida será um aproveitamento do contexto pandémico e contrasta com os longos anos de lucros e baixos salários. Além disso, é uma medida contraditória com as necessidades atuais, retirando à transportadora a capacidade de garantir “transporte em quantidade e com as regras impostas pela Direção-Geral da Saúde para proteção dos utentes e trabalhadores”.

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