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Trabalhadores contra contrato da sua empresa com centro de detenção de crianças migrantes

A Wayfair é uma loja norte-americana que vende mobiliário online. Quando os seus trabalhadores descobriram que havia um contrato com a empresa que gere um centro de detenção para crianças migrantes no Texas, decidiram protestar.
Protesto de trabalhadores da Wayfair em Boston.
Foto de Natalie Shure/Twitter

Mais de 500 trabalhadores da Wayfair estão em protesto. O que torna este protesto diferente de tantos outros que acontecem nos Estados Unidos é que estes trabalhadores se manifestaram não a propósito das suas condições de trabalho mas devido a um contrato estabelecido pela empresa em que trabalham.

Depois de se tornar conhecido que a Wayfair, empresa de venda de móveis, tomou a decisão de fazer um contrato no valor de 200 mil dólares com a empresa que gere um centro de detenção para crianças migrantes no Texas, os protestos começaram com 500 funcionários a assinar uma carta de protesto para a administração. Nesta quarta-feira convocaram uma manifestação em frente à sede da empresa que juntou centenas de pessoas. Um engenheiro que trabalha na Wayfair e esteve presente no protesto, Tom Brown, declarou à AP: “na semana passada, descobrimos a venda e de que estamos a lucrar com isto. Não estamos confortáveis com isso. Para mim pessoalmente, há mais na vida do que lucros”.

Ao protesto juntam-se também vários clientes que tornaram público nas redes sociais o cancelamento de encomendas.

Este protesto surge na mesma altura de uma onda de comoção provocada pela fotografia publicada no jornal mexicano La Jornada de um pai e filha migrantes que morreram na tentativa de atravessar o Rio Grande a partir do México para entrar nos EUA.

A esta onde juntaram-se as revelações da Associated Press as condições indignas em que cerca de 300 crianças migrantes estavam detidas nas instalações da Patrulha de Fronteira em Clint, no Texas: comida inadequada, falta de cuidados médicas, ausência de sabonetes e de cuidados de higiene oral, falta de pessoal para cuidar das crianças mais novas que estavam entregues aos cuidados de outras crianças mais velhas, entre outros problemas.

As denúncias da comunicação social levaram entretanto à demissão de John Sanders, o chefe executivo da CBP, a agência Aduaneira e de Proteção da Fronteira.

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