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Tentativa de atentado contra a vice-presidente colombiana travado

Francia Márquez foi ativista ambientalista e é a primeira afrodescendente a ocupar este cargo. Não é a primeira vez que esta mulher de esquerda é alvo de um atentado e tem sido visada por ataques racistas.
Francia Márquez. Foto da sua conta do Twitter.

Francia Márquez, vice-presidente da Colômbia, denunciou esta terça-feira que as forças de segurança encontraram e desativaram um engenho explosivo de sete quilos, colocado na estrada que leva à sua residência de família na aldeia de Yolombo, em Suárez, no Departamento de Cauca, para onde se deslocava.

O relatório policial indica tratar-se de uma bomba artesanal com uma mistura de “uma substância altamente explosiva” à base de nitrato de amónio e alumínio em pó, com pregos e um detonador que foi objeto de uma explosão controlada pela brigada anti-explosivos. E dadas “as características e localização do artefacto, o pessoal dos serviços de inteligência e segurança concluiu que se trata de um evidente atentado contra a senhora vice-presidente”. Esta ação policial foi desencadeada depois da equipa de segurança da governante ter sido alertada da presença de “pessoas suspeitas” naquela estrada.

A ex-empregada doméstica e ex-ativista ambientalista e primeira afro-descendente a ocupar este cargo, num também inédito executivo de esquerda, tem sido alvo de insultos racistas e de ameaças. E mesmo antes já tinha sido visada por ataques devido ao seu ativismo. Por isso, na sua conta de Twitter, diz tratar-se de “um novo atentado à minha vida” mas, garante, que “não deixaremos de trabalhar, dia após dia, até alcançar a paz total com que a Colômbia sonha e de que necessita. Não desistiremos até que em cada território seja possível viver em verdadeira harmonia”.

Em 2014, Márquez foi obrigada a sair da sua zona de residência após ter recebido um telefonema em que foi ameaçada de que seria tempo de “ajustar contas” devido ao seu ativismo contra a mineração ilegal. Em 2019, fora alvo de um ataque com um granada e uma espingarda. Em agosto passado, um veículo da comitiva presidencial de Gustavo Petro foi atacado por tiros e um membro da comitiva ficou retido durante horas por um grupo armado não identificado.

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