O dirigente bloquista Roberto Almada lamentou que, em muitos lugares da Madeira, onde se registaram avultados prejuízos, e onde morreram, inclusive, pessoas, ainda existam obras por concluir, por efetuar.
Roberto Almada lembrou ainda que “uma parte do dinheiro da Lei de Meios, que foi canalizado para a Madeira para reconstruir aquilo que foi danificado a 20 de fevereiro, ainda não chegou a muitas dezenas de famílias que sofreram, que tiveram os seus haveres destruídos por essa tempestade”.
O Bloco de Esquerda/Madeira considera que “não é aceitável que a prioridade do governo regional tenha sido gastar entre 40 a 60 milhões de euros numa obra megalómana na cidade do Funchal – a construção de um cais acostável – quando há pessoas que na Tabua, na Serra de Água, em Santo António, no Monte, e em muitas outras localidades da região, esperam e desesperam por ajuda para reconstruir os seus haveres” e por “obras que garantam a sua segurança e das suas famílias em futuras intempéries”.
“É preciso prevenir situações idênticas de gravidade extrema”, defendeu o coordenador do Bloco/Madeira, salientando que não podemos permitir que ocorram “novos prejuízos e até perdas de vidas humanas pela incompetência e pela falta de visão dos nossos governantes que preferem construir obras megalómanas do que atuar numa perspetiva de salvaguardar a segurança de pessoas e bens”.