Temporal na Madeira foi há 3 anos: "Onde anda a ajuda às pessoas?

20 de fevereiro 2013 - 11:40

Na passagem do 3º aniversário da aluvião de fevereiro de 2010, que tirou a vida a mais de 40 pessoas, o Bloco Madeira questiona a prioridade do Governo de Alberto João Jardim que utiliza entre 40 a 60 milhões de euros da Lei de Meios para construir um cais acostável, no Funchal, enquanto existem dezenas de famílias, que perderam haveres e entes queridos, que não tiveram qualquer ajuda.

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O dirigente bloquista Roberto Almada lamentou que, em muitos lugares da Madeira, onde se registaram avultados prejuízos, e onde morreram, inclusive, pessoas, ainda existam obras por concluir, por efetuar.

Roberto Almada lembrou ainda que “uma parte do dinheiro da Lei de Meios, que foi canalizado para a Madeira para reconstruir aquilo que foi danificado a 20 de fevereiro, ainda não chegou a muitas dezenas de famílias que sofreram, que tiveram os seus haveres destruídos por essa tempestade”.

O Bloco de Esquerda/Madeira considera que “não é aceitável que a prioridade do governo regional tenha sido gastar entre 40 a 60 milhões de euros numa obra megalómana na cidade do Funchal – a construção de um cais acostável – quando há pessoas que na Tabua, na Serra de Água, em Santo António, no Monte, e em muitas outras localidades da região, esperam e desesperam por ajuda para reconstruir os seus haveres” e por “obras que garantam a sua segurança e das suas famílias em futuras intempéries”.

“É preciso prevenir situações idênticas de gravidade extrema”, defendeu o coordenador do Bloco/Madeira, salientando que não podemos permitir que ocorram “novos prejuízos e até perdas de vidas humanas pela incompetência e pela falta de visão dos nossos governantes que preferem construir obras megalómanas do que atuar numa perspetiva de salvaguardar a segurança de pessoas e bens”.