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“Temos um programa: Estado Social, pleno emprego, responder pelo ambiente”

Catarina Martins alertou para uma campanha de “lixo” e afirmou que para muita gente “as eleições europeias vão ser sobre tudo menos o que conta, a vida das pessoas”. Salientou que, até às eleições europeias, a tarefa do Bloco é “obrigar a que se faça debate político que conta”.
Catarina Martins alertou que “quem não tem projeto precisa de inventar lixo para esconder a falta de projeto” - Foto de Paula Nunes
Catarina Martins alertou que “quem não tem projeto precisa de inventar lixo para esconder a falta de projeto” - Foto de Paula Nunes

No encerramento do Inconformação 2019, encontro promovido pelo Bloco de Esquerda que juntou mais de 150 jovens, Catarina Martins alertou que “quem não tem projeto precisa de inventar lixo para esconder a falta de projeto”, questionou as afirmações programáticas de António Costa, Paulo Rangel e Nuno Melo e apontou “um programa de segurança para responder aos tempos de enorme instabilidade da Europa”.

A coordenadora do Bloco de Esquerda começou por alertar que “quem não tem projeto” ou quer um “projeto que não pode dizer a ninguém” vai “inventar lixo” e referiu também que “vamos ver quem discute tudo menos o essencial”.

“Ouvimos António Costa dizer que a Europa precisa de mais orçamento. Muito bem. Mais orçamento, para quê?”, questionou. Criticando igualmente as afirmações de Paulo Rangel, que “diz que é europeísta” e de Nuno Melo do CDS que “diz que quer menos impostos”.

Respondendo a Rangel, afirmou “o problema é que Europa queremos, que país é que queremos. Para onde vamos”.

Afirmou também, em resposta a António Costa: “Qual é a política que queremos fazer com esse mais orçamento que a Europa precisa? Se for orçamento para mais PPP’s é melhor não, já tivemos disso o suficiente”.

E sobre a baixa de impostos proposta por Nuno Melo, questionou “mas é sobre o trabalho ou sobre o capital?” e alertou: “porque se é para o dinheiro continuar a fugir do sistema financeiro para os offshores ... não é uma grande ideia”.

“O que precisamos é de equilibrar a balança”, afirmou, salientando que a necessidade é de “cobrar impostos aos que fogem” para que se possa ter o Estado Social e as infraestruturas que são necessárias.

“As eleições europeias vão ser para muita gente sobre tudo menos aquilo que conta, a vida das pessoas”, afirmou então Catarina Martins, contrapondo “um programa de segurança para responder aos tempos de enorme instabilidade da Europa”.

Um programa que defenda a dignidade e a segurança no trabalho e o Estado Social universal, “acesso à saúde, à educação, à justiça para toda a gente, condições de igualdade, não deixar ninguém para trás” e “responder pelo ambiente”: “investimento público a sério na preparação dos territórios da indústria dos transportes para [enfrentar] as alterações climáticas, para a criação de emprego”.

“Daqui até às europeias… a nossa tarefa é obrigar a que se faça debate político que conta: para onde vamos, o que é que queremos construir”, apontou a coordenadora do Bloco de Esquerda, alertando ainda que “quem não disser ao que vem é porque continua a alimentar este monstro da desigualdade, que faz com que tão pouca gente tenha quase toda a riqueza do mundo”.

“Quem não disser ao que vem está a desistir de responder à exigência das gerações mais jovens que já perceberam que ou respondemos pela urgência do clima ou não há nenhum sítio onde nos possamos esconder”, concluiu Catarina Martins.

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