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“Temos de impedir a irresponsabilidade social dos despedimentos em empresas com lucros”

O deputado Jorge Costa perguntou também se o governo está disposto o limiar da pobreza como "referencial para a garantia dos direitos”, para “não deixar ninguém para trás”.
Jorge Costa no debate do Estado da Nação, 24 de julho de 2020
Jorge Costa no debate do Estado da Nação, 24 de julho de 2020

O deputado Jorge Costa afirmou que as medidas do governo de combate à pobreza “não foram suficientes”, explicando que no Orçamento Suplementar foram previstas medidas importantes de apoios extraordinários mas que nenhum dos apoios tem em conta o limiar da pobreza.

“As prestações de desemprego cobrem ainda apenas metade dos desempregados e foram reduzidas em valor e em duração e nem os cortes que foram introduzidos pelos governos PSD/CDS, sob a troika, foram inteiramente eliminados dessa prestação”, afirmou Jorge Costa, realçando que “entre 2005 e 2018 a taxa de risco de pobreza dos desempregados aumentou de 28% para 42%”, criando-se uma situação de grande vulnerabilidade que se torna particularmente dramática num quadro como o que se vive atualmente.

Para combater a pobreza, “temos de impedir a irresponsabilidade social dos despedimentos em empresas com lucros”, que devem ter uma função de contenção do desemprego, frisou o deputado.

“É necessária uma alteração estrutural no desemprego e garantir que a protecção social permite às pessoas a saída da pobreza” afirmou Jorge Costa e perguntou ao Primeiro-Ministro se o governo está disposto a ter em conta, no combate à pobreza, que “o limiar da pobreza é um referencial para a garantia dos direitos”, para “não deixar ninguém para trás”, concluiu.

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