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Temer nomeia evangélica anti-aborto para a Secretaria de Mulheres

Dias depois do caso de violação coletiva que chocou o Brasil e o mundo, Michel Temer nomeou para o seu governo uma opositora à lei em vigor, que permite o aborto em caso de violação.
Michel Temer e Fátima Pelaes. Foto Michel Temer/Flickr

Depois das demissões de dois ministros por envolvimento em corrupção, o governo saído do golpe parlamentar do Brasil inclui a partir desta terça-feira mais uma polémica.

A nomeada por Michel Temer para ocupar a Secretaria de Políticas para as Mulheres, dias depois do caso de violação coletiva que chocou o mundo, é contra o aborto mesmo em caso de violação, circunstância em que a lei brasileira permite a interrupção da gravidez. Fátima Pelaes, ex-deputada do PMDB, já foi a favor do aborto, antes de se converter e tornar-se uma fervorosa religiosa evangélica.

“Como ainda não conhecia Jesus Cristo, defendi bandeiras de lutas contrárias aos valores bíblicos, como, por exemplo, a defesa do aborto, por entender, naquela época, que a mulher era ‘dona’ de seu corpo”, afirmou a deputada numa entrevista à televisão da Casa Publicadora das Assembleias de Deus.

“E a laicidade do Estado, onde fica? Onde ficam os direitos das mulheres dentro de um possível cenário de ainda mais retrocesso?”, reagiu a deputada Erika Kokay, do PT, ao tomar conhecimento da nomeação de Fátima Pelaes.

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