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Técnicos de emergência médica manifestaram-se em Lisboa

Estes técnicos exigem formação, melhor equipamento e melhores condições de trabalho. E denunciam que “não há um único técnico de emergência médica pré-hospitalar formado", apesar da carreira ter sido criada há cinco anos.
“Salvar a emergência médica”, faixa incial do sindicato dos técnicos de emergência pré-hospitalar na manifestação desta terça-feira, 27 de abril de 2021 – Foto de António Cotrim/Lusa
“Salvar a emergência médica”, faixa incial do sindicato dos técnicos de emergência pré-hospitalar na manifestação desta terça-feira, 27 de abril de 2021 – Foto de António Cotrim/Lusa

A ação foi convocada pelo Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) e o seu presidente, Rui Lázaro, declarou à Lusa que são necessárias melhores condições de trabalho e formação "para que os técnicos de emergência médica pré-hospitalar (TEPH) possam prestar um melhor serviço, tal como os portugueses precisam e merecem".

"Já esperámos tempo demais desde que foi publicada a nossa carreira em 2016. Passaram cinco anos e não há um único técnico de emergência médica pré-hospitalar formado", sublinhou Rui Lázaro.

Segundo o sindicato, desde 2016 foram contratados 240 TEPH pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), mas ficaram com a formação por concluir. No passado dia 20, foi aberto concurso para mais 178 técnicos e o sindicato pergunta se a falta de formação vai continuar.

"O INEM vai colocar estes 178 técnicos a trabalhar sem formação? Vai continuar a privar os portugueses de ter melhores cuidados de emergência médica? Vai continuar a privar-nos de conseguir salvar mais vidas? Estamos fartos de promessas e datas não cumpridas", perguntou e criticou Rui Lázaro.

O sindicato assinala também faltas graves de equipamento nas ambulâncias, não havendo sequer computadores e monitores de avaliação de sinais vitais.

A técnica de emergência Vera Santos declarou à agência: "Não sei se por coincidência ou não, mas anteontem (domingo) tivemos conhecimento a nível interno de que vai ser feita a aquisição de cerca de 70 monitores a nível nacional, o que será uma mais-valia para a população e para nós, que poderemos prestar um socorro melhor".

No final da manifestação, o STEPH entregou um caderno reivindicativo no Ministério da Saúde, propondo reformas na emergência pré-hospitalar.

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