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Taxa de desemprego nos mínimos dos últimos 14 anos

A tendência de queda acentuada do desemprego em Portugal manteve-se no segundo trimestre do ano. Contudo, 22% do emprego em Portugal é precário, contra os 14% da média da União Europeia.
Os dados do INE mostram ainda que a descida da taxa de desemprego se deve ao efetivo aumento do número de empregos e não a uma redução da população ativa.
Os dados do INE mostram ainda que a descida da taxa de desemprego se deve ao efetivo aumento do número de empregos e não a uma redução da população ativa. Fotografia de Paulete Matos.

O Verão ajudou esta tendência, com o seu habitual efeito sazonal positivo. Assim, houve mais uma queda acentuada da taxa de desemprego, o que fez com que o indicador registasse o valor mais baixo dos últimos 14 anos. Desta forma, é possível que a meta estipulada para o total do ano seja ultrapassada.

Os dados foram publicados esta quarta-feira pela Instituto Nacional de Estatística (INE). Segundo estes, a taxa de desemprego do segundo trimestre deste ano foi de 6,7%, o que significa que houve uma queda de 1,2 pontos em relação ao valor do primeiro semestre do ano. Esta queda revela uma continuação da tendência que tem sido registada nos últimos anos.

Se as descidas acentuadas do indicador continuarem, este irá superar a generalidade das projeções feitas para a sua evolução este ano. Para 2018, o governo prevê uma taxa de desemprego anual de 7,6%. Como a taxa do primeiro trimestre foi de 7,9% e a do segundo de 6,7%, é possível que a média anual fique abaixo do projetado pelo governo.

Os dados do INE mostram ainda que a descida da taxa de desemprego se deve ao efetivo aumento do número de empregos e não a uma redução da população ativa.

Contudo, convém referir que 22% do emprego em Portugal é precário, enquanto a média europeia está nos 14%.

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