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TAP volta a contratar tripulantes que despediu

Depois de ter afastado 1.200 tripulantes desde o início da pandemia, a transportadora aérea está agora a reintegrar mais de 200 com direito a indemnização e reconhecimento da antiguidade.
Foto de Pete Webber/Flickr

Com a retoma do tráfego aéreo, ficou evidente que o plano de restruturação da TAP, que levou ao afastamento de mais de um milhar de tripulantes, pilotos e pessoal de terra, deixou a empresa com falta de pessoal para responder às necessidades operacionais. A TAP está agora a contratar pessoal e segundo o Público, os 254 tripulantes que a empresa quer contratar são ex-trabalhadores a prazo dispensados nos últimos anos. Muitos deles terão direito a uma indemnização por não terem visto o seu contrato renovado, além do reconhecimento da sua antiguidade na empresa.

Segundo explicou àquele jornal o presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil, Ricardo Penarroias, há situações distintas entre os trabalhadores que agora regressam à TAP. Doze serão reintegrados por ordem do tribunal, com indemnização e reconhecimento da antiguidade. Outros 150 são reintegrados no âmbito de um processo conduzido por este sindicato, com direito ao reconhecimento de antiguidade e indemnização em troca da retirada do processo. Há mais 50 que alcançaram um acordo semelhante sem intervenção do SNPVAC e ainda um grupo de 30 que não avançaram para tribunal e que serão reintegrados sem direito a indemnização e com antiguidade a contar a partir deste ano.

O sindicato afirma que “sempre priorizou as reintegrações, em relação a novas contratações, pois entendíamos que a reintegração permitiria um menor custo à empresa, nomeadamente a nível da formação”. E Ricardo Penarroias acrescenta que estes 254 não serão suficientes e que
“para garantir a atual operação, com as suas condicionantes e especificidades, a companhia deveria reintegrar na sua totalidade cerca de 500 tripulantes”.

“Foi errado deixar tantas pessoas naquela instabilidade”, afirma Isabel Pires

Para a dirigente bloquista Isabel Pires, que aocmpanhou no Parlamento o processo da restruturação da TAP, estas contratações só vêm confirmar “algo que dizíamos há muito: o despedimento não teve em conta as necessidades da empresa em momento de crescimento e foi errado deixar tantas pessoas naquela instabilidade”.

“Temos trabalhadores a reaverem os seus direitos e postos de trabalho, é bom. Seria necessário que o governo não tivesse sido obcecado com um plano de reestruturação tão violento”, afirmou Isabel Pires nas redes sociais.

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